Arte

A modesta mas boa pintura dos mais humildes

A modesta mas boa pintura dos mais humildes

Existe uma data ‘oficial’ de nascimento para a arte moderna brasileira: a famosa Semana de 1922, em São Paulo. Mas a Semana foi um evento de elite, e artistas humildes, imigrantes e descendentes de imigrantes, não tiverem acesso a ela. Só em meados da década de 1930, pintores dessa origem se reuniram e começaram a trabalhar juntos e a aparecer. Sob o nome de Grupo Santa Helena, tornaram-se famosos Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, Clóvis Graciano, Fúlvio Pennacchi, Mário Zanini e Aldo Bonadei (1906-1974). Este era filho de italianos e estudou brevemente na Europa. Porém existia em todos eles uma compreensível espécie de modéstia: eram pintores figurativos, não intelectualizados, sem ideias vanguardistas, e mostravam a realidade a seu redor: bairros e subúrbios paulistanos. Dentro disso souberam fazer boa pintura.

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Um poema de Glauceste Satúrnio

Um poema de Glauceste Satúrnio

No século 19 as moças aprendiam piano. No século anterior os intelectuais ilustres faziam poesia. Entre os Inconfidentes Mineiros, três foram poetas: Inácio José de Alvarenga Peixoto, Cláudio Manoel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. Alvarenga nasceu no Rio em 1742 e morreu degredado em Angola cinquenta anos depois. Formou-se em Coimbra e ocupou importantes cargos públicos em Minas Gerais. Era realmente progressista e iluminista, mas parece que aderiu à Inconfidência sobretudo porque tinha dívidas com a Coroa Portuguesa. Sugeriu a inscrição latina que aparece na bandeira de Minas – Libertas quae sera tamen –, que está errada. O tamen está sobrando.

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Art in Miami!

Art in Miami!

Todos os anos, Miami se torna a capital mundial da Arte, do Design e tudo que é relacionado às artes visuais. Durante uma semana em dezembro, feiras, eventos, exposições e outros acontecimentos paralelos agitam a cidade, unindo galeristas, colecionadores, artistas e amantes das artes. A Blombô está por aqui, conferindo a Design Miami e a Art Basel de pertinho para trazer as novidades quentinhas até você. Fique ligado aqui no Blog, no Facebook e no Instagram e não perca nenhum detalhe!

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Coquetel do 13º Leilão Anima da Galeria Luisa Strina e Blombô Leilões

Coquetel do 13º Leilão Anima da Galeria Luisa Strina e Blombô Leilões

Na última quarta-feira, dia 28, a Blombô Leilões e a Galeria Luisa Strina promoveram um coquetel para exibir as obras que estão no 13º Leilão Anima, em prol da ONG que atende crianças, jovens e adultos soropositivos. Confira quem passou por lá!  Lembrando que você ainda pode dar seu lance e garantir uma obra maravilhosa pra chamar de sua. Os lances vão até a próxima segunda-feira, dia 3, às 20 horas, quando começa o pregão. Tudo online!

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Uma obra em destaque

Uma obra em destaque

José Pancetti (1902-1958) foi um dos grandes paisagistas da pintura brasileira e talvez nosso maior pintor de marinhas. Para isso deve ter contado o fato de que foi marinheiro, convivendo cotidianamente com a luz, as cores e os vastos horizontes do mar. Na década de 1950 foi morar na Bahia, onde realizou seus quadros mais famosos. Mas a qualidade da pintura de Pancetti – desenhista e colorista excepcional – se revela em qualquer tema. Os frutos de suas naturezas-mortas nos dão vontade de acariciá-los e cheirá-los. Os retratos conferem solidez aos personagens, ao mesmo tempo serenos e severos. Ele e Guignard talvez sejam nossos melhores retratistas.

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O pai do barbeiro é o inventor do filé

O pai do barbeiro é o inventor do filé

Foi tão grande o prazer de rever a Callas cantando a Habanera, da Carmen, que não resisti a lhes trazer outra ópera igualmente querida: O Barbeiro de Sevilha. Consta que Gioachino Rossini (1792-1868), seu autor, teria dito: “Me dêem o rol da lavanderia que eu o coloco em música”. Esse tipo de citação é fajuta, mas sempre bem inventada. Com sua facilidade, gênio melódico e brilho Rossini faria mesmo até da lista de roupas uma ótima ária de ópera – provavelmente cômica, que nem o Barbeiro de Sevilha. Entre 1815 e 1823, ele compôs trinta óperas (!), com um sucesso estrondoso que despertava invejas por todo lado. Quando em 1822 Beethoven o conheceu, elogiou-o francamente mas acrescentou: “Nunca tente escrever nada além de ópera bufa. Qualquer outro estilo seria uma violência à sua natureza”. Será que não há aí uma pontinha de maldade? Clique aqui para ver o excelente barítono russo Dmitri Hvorostovsky (falecido precocemente há exatamente um ano) cantando a ária mais famosa do Barbeiro.

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Realistas / invenção / solidão

Realistas / invenção / solidão

Tenho o dever de lhes chamar a atenção para coisas interessantes e um pouco diferentes. É o caso de uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, com obras realistas e hiper-realistas, tendências norte-americanas dos anos 1960 e 70. Há artistas que trabalham com elas até hoje, embora já não tenham o impacto da novidade. À primeira vista, o que talvez mais impressione seja o inacreditável virtuosismo

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Tem Jardim de infância na 33ª Bienal de SP!

Tem Jardim de infância na 33ª Bienal de SP!

A 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas é imensa, gigante mesmo. É quase impossível ver tudo numa visita só, há muita coisa que merecer ser vista com toda a atenção. De qualquer forma, em um dos cantos do térreo é possível visitar uma área dedicada aos gifts de Friedrich Fröbel. Explicando bem por cima, ele foi um educador que desenvolveu o método de Kindergarten, que conhecemos por Jardim da Infância, e influenciou outros educadores como Maria Montessori e Rudolf Steiner. Fröbel dedicou sua vida à educação infantil e a desenvolver métodos para maximizar o potencial humano. É aqui que chegamos à Bienal.

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Pode haver sedução na geometria?

Pode haver sedução na geometria?

Paulo Roberto Leal nasceu no Rio em 1946 e morreu em 1991. Artista abstracionista geométrico, surgiu na década de 1970 e logo ganhou um prêmio na Bienal de São Paulo e integrou a representação brasileira na Bienal de Veneza. Também conseguiu sucesso de mercado, graças a uma produção inteligente e sedutora. Saiu dos holofotes porque morreu tão cedo. Artistas no estágio em que ele estava têm de permanecer ativos por mais um bom tempo, para trabalhar sua imagem e sua obra. Isso faz parte da carreira e não é ilegítimo.

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