Arte
Se não a maior (como medir esse tipo de coisa?), Maria Callas foi a mais ilustre e badalada cantora de ópera do século XX. Filha de imigrantes gregos, nasceu em Nova York em 1923 e morreu em Paris em 1977. Tinha uma voz prodigiosa pela beleza e extensão e conseguia cantar desde papeis para soprano ligeiro (a voz mais aguda e mais ágil) até meio-soprano, como a Carmen de Bizet. Sua personalidade e beleza física também marcaram época. Teve um caso tumultuoso com ninguém menos que Aristóteles Onassis, que a deixou por Jacqueline Kennedy. Por incrível que pareça, era apaixonada por ele e seu poder (não pelo dinheiro: Ari não lhe dava um tostão) e ficou muito abalada com a ruptura. Clique aqui para vê-la cantando a Habanera, a ária mais famosa da Carmen. Percebe-se ainda que era ótima atriz.
Seu nome era Manoel alguma coisa, conhecido na Paraíba como Mané Caixa d’Água. Mas deveria ser chamado de caixa (ou antes: poço) de poesia. Não descobri suas datas de nascimento e morte; teria hoje mais de 90 anos. Poeta popular, publicou vários livros de cordel e vivia da venda deles. Quase sempre de terno branco, também saía recitando poemas nos bares de João Pessoa. Mané é prova – há outras – de que o fazer poesia, o talento poético, acontece nas mais diversas situações, tanto entre gente intelectualizada quanto em espíritos (aparentemente) simples. Os versos abaixo chegam a ser requintados. (Um dia lhe perguntaram o sentido do verbo abrumar. Respondeu: “É coisa de mãe. Eu vou lá saber coisa de mãe?”)
A Galeria Arte 57 apresenta a exposição dentro/fora/dentro e vice-versa, com curadoria de Paulo Miyada (São Paulo, 1985), curador-chefe do Instituto Tomie Ohtake e pesquisador de arte contemporânea. Explorando o espaço e orientando o percurso estão obras como Relevo Espacial A19 (1959) e o penetrável Macaléia (1978), ambas de Helio Oiticica, e entre elas peças importantíssimas de Waltercio Caldas, José Resende e Iran do Espírito Santo, entre outros nomes de peso. Definitivamente é uma mostra que faz o visitante rodar por entre as obras, procurar novos pontos de vista e enxergar sentidos diferentes a cada vez que volta a bater o olho nas peças. Entre uma rodada e outra pelo salão, conversei com Paulo Miyada sobre sua trajetória e como foi a concepção da exposição. E, sem mais voltas, confira como foi nosso papo!
Imagine obras de nomes como Leda Catunda, Antonio Dias e Ivan Serpa. Agora imagine que você pode ter obras desses artistas incríveis a preços bem acessíveis! Assim é a seleção de desenhos, guaches, colagens e aquarelas que você encontra no catálogo do 5º Leilão de arte online da Blombô Leilões. Porque, mesmo em tempos de crise, a arte nunca pode faltar!
Quem aprecia arte contemporânea tem uma oportunidade incrível de aumentar ou começar sua coleção nesta edição do leilão da Blombô Leilões com obras incríveis de artistas como Manabu Mabe, Ivan Serpa, Marcelo Solá, Valdirlei Dias Nunes e Daniel Senise.
A arte popular vem representada em obras lindas no 5º Leilão de arte online da Blombô Leilões, como essas obras de Mestre Guarani e Véio. Confira essas e muitas outras obras incríveis em Blombô Leilões. Quem sabe não é sua chance de adquirir aquela peça que queria há tempos ou até mesmo de começar sua coleção?
Das ruas para as galerias e colecionadores. A street art vem crescendo, ganhando cada vez mais admiradores e está presente nesta 5ª edição do Leilão de Arte Online da Blombô pelos traços de Cusco Rebel, Fabiano Senk e Guiga, entre outros.
Hoje e amanhã se comemora o Día de los Muertos no México, data cada vez mais conhecida por aqui também. Listamos 10 curiosidades para você entender um pouco mais sobre essa celebração que trata do assunto de forma tão colorida e, por que não, alegre!
O que, no final, faz a glória de um artista é realmente a obra que produz. Mas se ele tiver sido infeliz, podem ter certeza de que ajuda. O mundo gosta de maldições: o aleijão de Toulouse-Lautrec, a orelha cortada de van Gogh. Sem chegar a tais extremos, Ai Weiwei se beneficia de suas desventuras políticas: dissidente chinês, filho de dissidente, vigiado e preso pelo regime, proibido por anos de sair do país. Sem dúvida isso contribuiu para seu enorme sucesso internacional. Não é ilegítimo, e faz com que seu trabalho também acabe sendo, por força, predominantemente político.
O italiano Ernesto de Fiori (1884-1945) chegou ao Brasil em 1936, depois de uma vida complicada na Europa, onde chegou a participar da primeira guerra mundial. Tinha sólida firmação artística alemã e dominava igualmente a pintura e a escultura. Sua presença em São Paulo foi fecundante e alargou os horizontes da época. Sua ótima escultura o tornou mais conhecido, mas em matéria de qualidade a pintura não fica devendo. Vários quadros de pequeno formato, especialmente marinhas, revelam seu colorido corajoso e expressivo e suas pinceladas vigorosas, que influenciaram ninguém menos que Volpi.