Eventos e Exposições
A Galeria Arte 57 apresenta a exposição dentro/fora/dentro e vice-versa, com curadoria de Paulo Miyada (São Paulo, 1985), curador-chefe do Instituto Tomie Ohtake e pesquisador de arte contemporânea. Explorando o espaço e orientando o percurso estão obras como Relevo Espacial A19 (1959) e o penetrável Macaléia (1978), ambas de Helio Oiticica, e entre elas peças importantíssimas de Waltercio Caldas, José Resende e Iran do Espírito Santo, entre outros nomes de peso. Definitivamente é uma mostra que faz o visitante rodar por entre as obras, procurar novos pontos de vista e enxergar sentidos diferentes a cada vez que volta a bater o olho nas peças. Entre uma rodada e outra pelo salão, conversei com Paulo Miyada sobre sua trajetória e como foi a concepção da exposição. E, sem mais voltas, confira como foi nosso papo!
O que, no final, faz a glória de um artista é realmente a obra que produz. Mas se ele tiver sido infeliz, podem ter certeza de que ajuda. O mundo gosta de maldições: o aleijão de Toulouse-Lautrec, a orelha cortada de van Gogh. Sem chegar a tais extremos, Ai Weiwei se beneficia de suas desventuras políticas: dissidente chinês, filho de dissidente, vigiado e preso pelo regime, proibido por anos de sair do país. Sem dúvida isso contribuiu para seu enorme sucesso internacional. Não é ilegítimo, e faz com que seu trabalho também acabe sendo, por força, predominantemente político.
Já está no ar o 5º Leilão de Arte Online da Blombô Leilões. Estão disponíveis vários lotes de peças interessantíssimas, de artistas como Leda Catunda, Mabe, Antonio Dias, Marcelo Solá e Iran do Espírito Santo, só para citar alguns. Os preços são incríveis! Esta edição traz, por exemplo, gravuras de Manabu Mabe a R$ 700,00. Se você tem aquele sonho antigo de possuir uma obra de artista consagrado, participar do leilão é uma excelente oportunidade de realiza-lo! E tem novidade: nesta edição a Blombô Leilões traz pela primeira vez obras de street art de artistas da Casa Jacarepaguá, galeria de José Brazuna.
Ai Weiwei Raiz é a primeira exposição do artista e ativista chinês no Brasil, a primeira exposição dedicada a um único artista a ocupar a Oca, e acontece em números superlativos: são 70 obras de arte, pesando juntas 500 toneladas, espalhadas pelos 8 mil metros quadrados do espaço no Parque Ibirapuera. Aberta no último dia 20, a mostra reúne obras históricas e emblemáticas ao lado de outras inéditas, produzidas no Brasil com diferentes materiais em São Paulo, na Bahia e no Ceará. Segundo o curador e produtor Marcello Dantas, a obra mais impressionante é Straight, exibida pela primeira vez em seu formato completo. São 164 toneladas de ferro retiradas dos escombros de escolas de Sichuan, na China, que desabaram após o terremoto de 2008. Cerca de 5.000 crianças morreram na ocasião, número levantado pelo próprio Ai Weiwei e sua equipe, uma vez que o governo chinês não divulgou informações. Outra obra marcante é Forever Bicycles, instalada fora do parque e à vista de todos que passam pela avenida Pedro Álvares Cabral.
Com curadoria de Marcio Harum, será aberta nesta quarta-feira (25/10) a exposição Olho D'Água, da artista Lilian Maus. Ao visitar a mostra o visitante poderá entrar em um mundo fantástico, percorrendo instalações, observando vídeos, fotografias e pinturas, como se atravessasse águas doces em uma paisagem misteriosa e melancólica. O projeto é resultado da parceria com o cineasta e artista Muriel Paraboni, tendo ainda a participação do pescador José Ricardo de Queirós e do ator Cacá Toledo, além do fotógrafo Marcus Jung, do músico Edu Bocchese e da cineasta Thais Fernandes.
Com a mostra "O olho que aponta não é o mesmo que vê", a Galeria Base destaca a produção brasileira que dialoga entre si através de um ponto de vista regionalista e de uma linguagem contemporânea de 15 artistas nordestinos e de gerações distintas, os quais, cada um à sua forma, apresentam uma arte global, contemporânea e contextualizada. São 32 obras entre colagens, desenhos, gravuras, fotografias e pinturas, de artistas como Abraham Palatnik, Almandrade, Antônio Dias, Christian Cravo, Emanoel Araújo, Falves Silva, José Cláudio, José Rufino, Macaparana, Marcelo Silveira, Márcio Almeida, Marco Ribeiro, Mário Cravo Neto, Montez Magno e Sérvulo Esmeraldo. O curador Paulo Azeco destaca: “Muitos dos artistas da exposição possuem fortes carreiras internacionais, provando que comunicação de massa e a aldeia global pode sim ser de grande valia na produção artística. Contudo, é importante ressaltar que isso é valido quando o olho presta atenção em si mesmo antes de enxergar o mundo e, nisso, os nomes dessa exposição fizeram com maestria. Uma exposição de artistas conterrâneos que abraça um mundo”.
A Pinakotheke Cultural carioca realiza uma exposição para comemorar os 90 anos de nascimento do artista Flávio-Shiró. A mostra, que percorre a trajetória do artista desde os anos 1940 até os dias atuais, já aconteceu em São Paulo e está em cartaz no Rio de Janeiro até o dia 17 de novembro. Vivendo em Paris desde 1953, Flávio-Shiró ainda mantém uma estreita ligação com o Brasil, mantendo um ateliê no Rio de Janeiro. Podem ser vistas mais de 44 obras suas entre pinturas, desenhos, fotografias e objetos, todos de sua coleção particular.
De dois em dois anos, uma nova Bienal de São Paulo agita a cidade e chama a atenção do público e crítica internacionais. Merecidamente, porque é uma exposição de grande importância, reunindo centenas de artistas escolhidos no mundo inteiro. Nossa bienal foi criada em 1951, com o modelo e os mesmos objetivos da centenária Bienal de Veneza: dar a conhecer a produção artística que está acontecendo no momento, em especial a de vanguarda. Era um meio de fazer circular informação. Hoje existem milhares de livros sobre arte a preços acessíveis e podemos ver on line qualquer exposição na Internet. As bienais não são mais necessárias para informar, mas trazem as obras ao vivo. Ficar cara a cara com elas conserva certa mística. O público gosta.
O público de Belo Horizonte pode conferir a primeira exposição individual do artista mineiro Fábio Baroli. A mostra “À porta de casa”, em cartaz na Galeria Periscópio, traz obras inéditas tendo a figura do matuto como sujeito de uma narrativa contemporânea.
Se você mora em São Paulo e vai ficar na cidade neste feriado, aproveite para visitar a exposição em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) que celebra o centenário do artista brasileiro conhecido pela diversidade de sua obra e sua inegável importância histórica e cultural. A mostra apresenta mais de 300 obras, algumas inéditas, produzidas entre 1940 e 2005 e que formam um panorama de seu caminho no Brasil e no exterior. Quem visitar a mostra pode apreciar desde sua inspiração inicial pela azulejaria portuguesa, seu aprendizado sobre utilização das cores de quando foi assistente de Portinari, até as duradouras e geniais parcerias com Niemeyer e João Filgueiras Lima.