Eventos e Exposições
Tudo nesta exposição é bom. O artista – o grande Lasar Segall. O local, o novo prédio do SESC no centro de São Paulo (rua 24 de maio). A curadoria, da crítica de arte Maria Alice Milliet. O projeto de montagem das obras, pelo arquiteto Pedro Mendes da Rocha. Não tenho senão como recomendar-lhes a visita.
Não temos a menor ideia de quantos milhares de rapazes brasileiros de 22 anos estão neste momento infelizes ao ponto do desespero e procuram algum (falso) alívio usando droga. Muito menos sabemos quantos deles chegarão ao extremo de matar-se. O que podemos ter certeza é que, nem por isso, seus desenhos e rabiscos entrarão um dia num museu. É necessário ir além do sofrimento.
Depois de quase 4 meses em exposição, a obra CAOS, do artista Eduardo Srur, passou por uma transformação radical no última dia 10 de dezembro, tornando-se praticamente um novo trabalho. O que antes eram 2 blocos enormes de carrinhos coloridos e presos de forma caótica uns sobre os outros, passou a ser uma enorme instalação no chão, com os carrinhos na mais perfeita ordem, lado a lado, fileira após fileira, lembrando o pátio cheio das montadoras. E assim, numa formação sem nenhum caos, veio o grand finale: quando o museu abriu suas portas no dia seguinte, cada um dos visitantes pôde pegar um dos carrinhos e levar para casa um pedaço da obra autografada pelo próprio Srur, que recebeu o público desde as primeiras horas.
Até se tornarem ícones inabaláveis – como Portinari, Tarsila, Volpi –, mesmo grandes artistas têm fases de menor visibilidade. O baiano Rubem Valentim (1922-1991), que na década de 1970 e 80 chegava a ser citado ao lado de Tarsila e Volpi, andou sumido. Neste instante, está merecidamente voltando à tona numa ampla e bonita exposição no Museu de Arte de São Paulo.
Giselle Beiguelman, artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, participa hoje de uma conversa na mostra Camadas do Coletivo Lâmina, formado por Gabriela De Laurentiis e João Mascaro. Nesta exposição, o Lâmina reúne objetos associados à tecnologia da imagem, produzindo uma instalação fotográfica imersiva e propõe estruturas para tridimensionalizar as imagens, transformando-as em objetos específicos. “A exposição tem curadoria de Ana Candida de Avelar. Reúne uma série de dispositivos de imagem, de diferentes épocas e distintos portes, com filmes, vídeos e fotos, todos em formato de projeção, relativos a momentos de violência nas manifestações de 2013”, destaca a artista.
Para celebrar o aniversário de 35 anos da obra Surrounded Islands, a grandiosa instalação dos artistas Christo e Jeanne-Claude que envolveu 11 ilhas inabitadas da Baía de Biscayne em Miami com 2 milhões de metros quadrados de tecido rosa, o Pérez Art Museum Miami - P.A.M.M. - montou uma exibição com documentos contando todo o histórico do projeto. Os visitantes puderam ver mais de 50 desenhos e colagens, centenas de fotografias e uma maquete em larga escala das ilhas. Um detalhe interessante foi que os artistas fizeram desenhos e os venderam para financiar a obra. A Blombô visitou a mostra e traz para você um pouco dessa instalação fantástica, que é considerada fundamental para o papel da cidade de Miami como referência em arte contemporânea.
Enquanto a Art Basel Miami agita a cidade com feiras e eventos durante uma semana no mês de dezembro (este ano segue até o dia 9), trazendo curadores, galeristas, colecionadores, críticos e artistas do mundo todo, a Design Miami firmou-se como o fórum mundial para discutir o design. Expositores apresentam seus móveis, iluminação e objetos de arte em exibições dignas de museus e galerias. Mais do que um espaço para oportunidades comerciais, o evento pretende proporcionar oportunidades de parcerias entre instituições e designers, oferece painéis e palestras sobre design, arquitetura, arte e moda, enquanto arquitetos e designers já consagrados ou emergentes apresentam seus projetos comissionados.
Todos os anos, Miami se torna a capital mundial da Arte, do Design e tudo que é relacionado às artes visuais. Durante uma semana em dezembro, feiras, eventos, exposições e outros acontecimentos paralelos agitam a cidade, unindo galeristas, colecionadores, artistas e amantes das artes. A Blombô está por aqui, conferindo a Design Miami e a Art Basel de pertinho para trazer as novidades quentinhas até você. Fique ligado aqui no Blog, no Facebook e no Instagram e não perca nenhum detalhe!
Tenho o dever de lhes chamar a atenção para coisas interessantes e um pouco diferentes. É o caso de uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, com obras realistas e hiper-realistas, tendências norte-americanas dos anos 1960 e 70. Há artistas que trabalham com elas até hoje, embora já não tenham o impacto da novidade. À primeira vista, o que talvez mais impressione seja o inacreditável virtuosismo
A 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas é imensa, gigante mesmo. É quase impossível ver tudo numa visita só, há muita coisa que merecer ser vista com toda a atenção. De qualquer forma, em um dos cantos do térreo é possível visitar uma área dedicada aos gifts de Friedrich Fröbel. Explicando bem por cima, ele foi um educador que desenvolveu o método de Kindergarten, que conhecemos por Jardim da Infância, e influenciou outros educadores como Maria Montessori e Rudolf Steiner. Fröbel dedicou sua vida à educação infantil e a desenvolver métodos para maximizar o potencial humano. É aqui que chegamos à Bienal.