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Com curadoria de Marcio Harum, será aberta nesta quarta-feira (25/10) a exposição Olho D'Água, da artista Lilian Maus. Ao visitar a mostra o visitante poderá entrar em um mundo fantástico, percorrendo instalações, observando vídeos, fotografias e pinturas, como se atravessasse águas doces em uma paisagem misteriosa e melancólica. O projeto é resultado da parceria com o cineasta e artista Muriel Paraboni, tendo ainda a participação do pescador José Ricardo de Queirós e do ator Cacá Toledo, além do fotógrafo Marcus Jung, do músico Edu Bocchese e da cineasta Thais Fernandes.
"Como poderia escrever meu livro? Me pergunto todos os dias e vejo a dificuldade. Seria de como saí da loucura para a vida através da arte e depois como saí para a vida através da arte, deixando de fazê-la."
O acesso a redes de alta velocidade tem ficado cada vez mais fácil. Com isso, vamos buscando ferramentas que facilitem nossa vida cotidiana: compras para casa, pagamentos, reservas em restaurante, ingressos para diversos eventos, tudo resolvido com comodidade e praticidade de alguns cliques no próprio celular. O mundo das artes não ficou fora do radar do desenvolvimento tecnológico. Quem ama arte ou quer começar a entender mais sobre o assunto conta com vários aplicativos que tornam as informações muito mais acessíveis. Hoje é possível conferir a agenda cultural da sua cidade, visitar virtualmente museus e exposições e descobrir o título e o autor de uma obra, tudo direto pelo seu celular, só para citar alguns exemplos.
Com a mostra "O olho que aponta não é o mesmo que vê", a Galeria Base destaca a produção brasileira que dialoga entre si através de um ponto de vista regionalista e de uma linguagem contemporânea de 15 artistas nordestinos e de gerações distintas, os quais, cada um à sua forma, apresentam uma arte global, contemporânea e contextualizada. São 32 obras entre colagens, desenhos, gravuras, fotografias e pinturas, de artistas como Abraham Palatnik, Almandrade, Antônio Dias, Christian Cravo, Emanoel Araújo, Falves Silva, José Cláudio, José Rufino, Macaparana, Marcelo Silveira, Márcio Almeida, Marco Ribeiro, Mário Cravo Neto, Montez Magno e Sérvulo Esmeraldo. O curador Paulo Azeco destaca: “Muitos dos artistas da exposição possuem fortes carreiras internacionais, provando que comunicação de massa e a aldeia global pode sim ser de grande valia na produção artística. Contudo, é importante ressaltar que isso é valido quando o olho presta atenção em si mesmo antes de enxergar o mundo e, nisso, os nomes dessa exposição fizeram com maestria. Uma exposição de artistas conterrâneos que abraça um mundo”.
O Sesc Avenida Paulista traz uma atividade lúdica para as crianças, que poderão explorar as obras de uma mais importantes artistas brasileiras: Lygia Clark. Representante brasileira do neoconcretismo, Lygia Clark integrou o corpo do público na construção da obra de arte, aproximando-o de um viés terapêutico. Lygia foi uma das pioneiras mundiais na arte participativa, e deve ser especialmente encantador para o público infantil ser encorajado a tocar e sentir quando a norma corrente no mundo da arte é justamente contrária: não toque, não mexa!
Hoje, 17 de outubro, é comemorado o Dia da Música Popular Brasileira. A data é celebrada desde 2012, quando foi sancionada a Lei nº 12.624 que oficializou o Dia da MPB. A música popular brasileira resulta de um conjunto de manifestações culturais de influência indígena, africana e europeia. A década de 60 é considerada um período de ebulição para esse estilo musical. Foi nesse momento que passaram a coexistir o samba, o jazz, a Bossa Nova, e outros ritmos.
A Pinakotheke Cultural carioca realiza uma exposição para comemorar os 90 anos de nascimento do artista Flávio-Shiró. A mostra, que percorre a trajetória do artista desde os anos 1940 até os dias atuais, já aconteceu em São Paulo e está em cartaz no Rio de Janeiro até o dia 17 de novembro. Vivendo em Paris desde 1953, Flávio-Shiró ainda mantém uma estreita ligação com o Brasil, mantendo um ateliê no Rio de Janeiro. Podem ser vistas mais de 44 obras suas entre pinturas, desenhos, fotografias e objetos, todos de sua coleção particular.
O poeta carioca Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) é um injustiçado. Foi também homem de negócios, ficou rico e escrevia discursos para Juscelino Kubitschek. Acontece que o sucesso material não é facilmente perdoado aos intelectuais e artistas. As pessoas parecem achar que eles têm a obrigação de ser pobres. Além disso, o profundo, romântico lirismo da poesia de Schmidt saiu de moda. Um dia ele vai recuperar o prestígio. Vejam como seus poemas são de uma fulgurante beleza.
Depois que matou um homem, em 1980, num incidente de rua, o pintor Iberê Camargo (1914-1994), um dos maiores abstracionistas brasileiros, voltou à figuração. Passou a pintar seres humanos que mais parecem espectros e monstros e outras imagens meio assustadoras – o que faz sentido, depois do que ele viveu. Mas antes disso, Iberê já era um artista altamente dramático. Seus quadros abstratos da década de 1970 resultam de gestos vigorosos que criam formas estranhas, como as sugestões de olhos no quadro acima [ao lado?]. A energia, a força interior e o conflito que vem à tona na obra de Iberê são únicos. Um mestre consumado.