Château Mouton Rothschild e a arte dos rótulos

Uiara Azevedo 61 views Nenhum comentário

No Château Mouton Rothschild, a relação entre vinho e arte começa antes mesmo de a garrafa ser aberta. Desde 1945, a propriedade convida um artista para criar o rótulo de cada safra, transformando a apresentação do vinho em um espaço de encontro entre duas formas de criação.

A tradição começou com Philippe Jullian, que desenhou o rótulo da safra de 1945 para celebrar a vitória dos Aliados no fim da Segunda Guerra Mundial. A partir dali, o rótulo deixou de ser apenas uma identificação da garrafa e passou a carregar também uma interpretação visual daquela safra.

Ao longo das décadas, passaram por essa coleção nomes importantes da arte moderna e contemporânea, como Pablo Picasso, Joan Miró, Marc Chagall, Salvador Dalí, Francis Bacon, Andy Warhol, Jeff Koons, David Hockney e Joana Vasconcelos entre muitos outros. Cada artista estabelece uma relação própria com o universo de Mouton, sem que exista um modelo visual pré-determinado para a criação.

Rótulos: Andy Warhol, Joan Miró, Pablo Picasso, David Hockney, Francis Bacon e Joana Vasconcelos

Essa liberdade faz com que cada safra tenha uma identidade particular. Algumas obras partem de referências ao vinho, à terra ou à própria história da propriedade; outras seguem caminhos completamente independentes. O que permanece é a ideia de que uma garrafa pode reunir, em um mesmo objeto, vinho, arte e memória.

Por isso, colecionar Mouton Rothschild também significa acompanhar uma espécie de história da arte em pequena escala. Os rótulos formam, ao longo do tempo, uma coleção que atravessa diferentes movimentos, linguagens e gerações de artistas — e que continua a ganhar novos capítulos a cada safra.

O 159º Leilão de Vinhos da Blombô é uma oportunidade para apreciar e conhecer o Château Mouton Rothschild

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