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Arthur Bispo do Rosário (1911 - 1989) passou 50 anos de sua vida entre idas e vindas de manicômios. Diagnosticado como esquizofrênico-paranóico, produzia suas peças dizendo que essa era uma tarefa imposta pelas vozes que dizia ouvir. Assim, intercalando períodos de internação e de trabalhos diversos como na Marinha Brasileira ou na companhia de eletricidade Light, foi criando com o que tinha à mão: bordava usando a linha do uniforme de interno que desfiava, lençóis, roupas, pegava canecas de alumínio, colheres, caixas de madeira e tudo mais que pudesse lhe servir. Para ele não era arte, mas sim um inventário a ser deixado para o dia do Juízo Final. Foi apenas no ano de 1980, com uma reportagem do programa de tv Fantástico sobre a situação da Colônia Juliano Moreira e que mostrava suas obras agrupadas no quartinho em que vivia, que chamou a atenção como artista visual. Dois anos depois, o crítico de arte Frederico Morais incluiu suas obras na exposição "À Margem da Vida", realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Como o próprio nome já diz, a Arte postal era enviada pelos serviços de correio. Teve grande expressão no Brasil e nos Estados Unidos nas décadas de 1970 e 1980. Lá, era plena Guerra Fria; cá, vivíamos a ditadura militar. A arte postal, portanto, carregava características desses períodos e buscava fazer circular informação, protesto e denúncias.
Estranho pensar nisso, mas sim, a arte esteve presente em muitas guerras e conflitos e, ainda hoje, participa de algumas. Não apenas como tema de obras, mas com artistas efetivamente lutando ou sendo contratados pelo governo para retratar o que acontecia nas frentes de batalha em pinturas, desenhos e cartuns.
O 12º Leilão da Blombô está no ar! São tantos lotes e tanta coisa incrível que nós do Blog resolvemos dar algumas dicas de obras que se destacam pelo estilo, pela importância ou pela novidade. Mas não esqueça de passar por todo o catálogo para ver se algum outro lote chama sua atenção. Quem sabe não era exatamente o que você estava procurando?
Alguns são brasileiros, mas seus nomes podem confundir; outros parecem brasileiríssimos, mas nasceram bem longe daqui!
Mais de dois séculos e meio depois especialistas estão devolvendo a obra "Moça lendo uma carta à janela" à sua composição original. Já era sabido desde 1979 que havia um cupido por baixo da pintura, quando foi feito um exame de raio x do quadro. Acreditava-se então que o próprio Vermeer havia escondido a figura. Em 2017, o restaurador Christoph Schölzel do Staatliche Kunstsammlungen Dresden (o nome é complicado, mas a explicação não: o lugar é uma instituição cultural em Dresden, Alemanha) começou a trabalhar na obra e fez uma extensa pesquisa. Raio x, reflectografia de infravermelho e análises microscópicas foram reavaliados. O estudo incluiu também uma análise detalhada das camadas ocultas, pesquisa do histórico de restaurações do quadro e comparações com outros quadros e restaurações do artista. Depois de tudo isso, a conclusão foi taxativa: o quadro havia sido modificado décadas depois da morte de Johannes Vermeer em 1675.
Começa nesta quarta-feira (03/04) em São Paulo a 15 ª SP-Arte – Festival Internacional de Arte de São Paulo – um dos mais importantes eventos do mercado global de artes. Diversas galerias trazem mais de 2 mil artistas do Brasil e do mundo e, junto a museus e instituições culturais, reúnem-se num encontro criativo anual entre colecionadores, profissionais e amantes da arte e do design.
Concordamos que Blombô não é dos nomes mais fáceis e muita gente nos pergunta qual seu significado. Pois bem, já era hora de fazermos um post especialmente dedicado a explicar esse mistério. E é bem interessante!
Já começou o 10º leilão online de arte da Blombô. A edição traz obras de Francisco Rebolo, Aldo Bonadei, Antonio Dias, Véio, Michelangelo Pistoletto, a raríssima publicação Metamorfome editada por Ivan Maurício Recife e, como destaque de nosso convite e do leilão, o quadro Marina Montini, pintado em 1969 por Di Cavalcanti. Montini (1948-2006) foi a mais famosa musa do pintor, tendo posado para suas obras por sete anos.
Durante todo o ano de 2019 o MASP vai dedicar suas atividades às artistas mulheres. A temática começou com a exposição da artista mineira Sonia Gomes, que fez a transição de "Histórias Afro-Atlânticas" (eleita a melhor do ano pelo New York Times) de 2018 para a atual "Histórias das mulheres, histórias feministas".
Aberta no último dia 5 para o público, Tarsila Popular é uma das maiores e mais amplas mostras já feitas sobre o trabalho da artista Tarsila do Amaral (Capivari 1886 - São Paulo 1973). Obras icônicas como Abaporu (1928), Antropofagia (1929) e Operários (1955) estão reunidas numa rara oportunidade para serem apreciadas juntas, e o público que fez fila na abertura do primeiro dia sabia disso. Não por acaso, Abaporu ganha maior atenção dos visitantes: a obra pertence ao MALBA - Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires - e é considerada a obra brasileira mais valiosa do mundo.
O 9º Leilão da Blombô já está no ar! São 129 lotes e entre eles dezenas de destaques a preços muito bons. O convite traz a obra Mulher e flores do artista pernambucano Cícero Dias (1907 - 2003). Esse óleo sobre tela é da década de 1960 e traz no verso uma dedicatória feita em 1972. No período em que foi feita essa tela, Cícero Dias tinha por termas recorrentes mulheres, casarios e folhagens, e usava frequentemente as cores rosa e azul.