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10 curiosidades sobre o ‘Día de los Muertos’ no México

Paula Reis por Paula Reis

Hoje e amanhã se comemora o Día de los Muertos no México, data cada vez mais conhecida por aqui também. Listamos 10 curiosidades para você entender um pouco mais sobre essa celebração que trata do assunto de forma tão colorida e, por que não, alegre!

1 – Dois dias de festa: no dia 1º são celebradas as crianças; no dia 2 os adultos, e é quando as famílias costumam passar a noite nos cemitérios, iluminando os túmulos com muitas velas para que as almas consigam encontrar o caminho de volta;

2 – Patrimônio da Humanidade: em 2008 a celebração foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do México pela Unesco;

3 – Culto milenar: há registros de rituais de celebração dos mortos datados de mais de 3.000 anos;

4 – Dia de visita: pela crença, os mortos são autorizados a visitar seus entes queridos apenas nesse dia. Por isso as famílias os esperam com tudo que eles mais gostavam, como comidas, frutas, doces e jogos para as crianças;

5 – Vejo flores: as flores de Cempasúchil são as mais simbólicas e utilizadas nos altares, sempre nas cores amarelo e laranja, e formando caminhos pelo chão para guiar as almas;

6 – Tudo enfeitado: os altares devem representar os quatro elementos: água, colocada num copo ou vasilha; fogo, com velas; terra, com frutas e ar com papel picado;

7 – Fica! Vai ter pão: entre as comidas tradicionais do dia estão as caveirinhas de açúcar e o pão dos mortos, que é um pão doce polvilhado com açúcar e enfeitado com ossinhos;

8 – Morte, sua fanfarrona! os mexicanos encaram a morte de uma maneira muito peculiar e utilizam a sátira para falar dela. Exemplo disso é a Catrina, uma caveira vestida com diferentes roupas  presença no cotidiano;

9 – Linda de morrer: por falar em Catrina, ela foi criada pelo gravurista e cartunista José Guadalupe Posada e batizada pelo pintor Diego Rivera, marido de Frida Kahlo;

10 – Frida Kahlo e Catrina: Diego Rivera retratou Catrina em seu mural Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central. Nele, Catrina ocupa lugar de destaque no centro da pintura, que retrata acontecimentos históricos e diversas outras figuras importantes do México, incluindo Frida Kahlo e José Guadalupe Posada.

Paula Reis

Paula Reis

Publicitária
Publicitária formada pela ESPM-SP, faz parte da equipe da Blombô, o primeiro marketplace de arte online do Brasil. Apaixonada por escrever e por Arte em todas as suas formas, vem produzindo conteúdo desde os primórdios da internet e se especializando em História da Arte, com cursos pelo MASP Escola, Escola Panamericana de Arte e outras instituições. Se você tem qualquer dúvida ou sugestão para o Blog, mande uma mensagem: ela também adora conhecer novas pessoas e trocar ideias!

2 Comentários

    1. Oi Giovanna! Demorei mas cheguei. Minha opinião é de que o Dia dos Mortos é uma festa tradicional, de cunho religioso, mas que acabou extrapolando para mais que isso. Os enfeites, os símbolos, as roupas, muitos itens acabam perdendo seu significado original e passam a ser considerados como objetos de arte. Isso da mesma forma como hoje vemos as obras feitas por Aleijadinho, que tinham um propósito específico dentro de um evento religioso, uma procissão por exemplo, ou como item de adorno de uma igreja, mas que agora são expostas em museus.
      Numa palestra no MASP eu ouvi sobre as estátuas dos Ibejis, que fazem parte do acervo do museu. Essas imagens não foram criadas como arte, mas como parte de uma crença: a Nigéria é o país do mundo em que há a maior incidência de nascimento de gêmeos. Infelizmente acontece de um ou mesmo os dois bebês não sobreviverem. Nesse caso, a mãe passa a cuidar de um Ibeji – dois, caso ambos tenham falecido – como um bebê mesmo. Vendo que muitos turistas compravam os Ibejis como um artefato de arte, os artistas passaram a produzir as imagens também com esse fim.
      Você pode ver que eu me empolguei no assunto! Discutir até onde podemos ir ao tirar um artigo de seu papel como tradição e considera-lo como arte.

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