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Sem título, da série Natal 53 Ano Novo 54.

Antonio Bandeira

Sem título, da série Natal 53 Ano Novo 54 Guache sobre Cartão , 1953-1954 Assinada no canto inferior direito 25 x 17 cm (ME) | 16 x 9 cm (MI)
R$20.000,00



Um Pioneiro do Abstracionismo Brasileiro

Antonio Bandeira (Fortaleza, CE, 1922 - Paris, França, 1967) foi um pintor, desenhista e gravador que iniciou sua carreira artística de forma autodidata. Em 1941, em Fortaleza, juntamente com Mário Baratta (1915-1983) e outros, fundou o Centro Cultural de Belas Artes - CCBA, que evoluiu para a Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP em 1943. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB/RJ.

Com uma bolsa de estudos do governo francês, Bandeira viveu em Paris de 1946 a 1950, frequentando a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e a Académie de la Grande Chaumière. Optando por uma abordagem não acadêmica à arte, deixou essas instituições para explorar novas formas de expressão. Durante 1947 e 1948, participou de dois importantes eventos em Paris: o Salon d'Automne e o Salon d'Art Libre. Em Saint-Germain-des-Près, associou-se a artistas como Camille Bryen (1907-1977) e Bernard Quentin. Com Bryen e Wols (1913-1951), formou o Grupo Banbryols (1949-1951), um nome derivado das iniciais dos sobrenomes dos três artistas.

Retornando ao Brasil em 1951, Bandeira estabeleceu-se no ateliê do escultor José Pedrosa (1915-2002), compartilhando espaço com o pintor Milton Dacosta (1915-1988) e participando da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o IAB/SP em São Paulo. Voltou a Paris em 1954 após ganhar o Prêmio Fiat na 2ª Bienal Internacional de São Paulo e continuou expondo tanto no Brasil quanto no exterior.

Bandeira permaneceu na Europa até 1959, passando por Inglaterra e Bélgica, onde realizou um painel para o Palais des Beaux-Arts em 1958. Ao retornar ao Brasil, teve uma atividade artística intensa e participou de importantes exposições paralelamente às mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Em 1961, publicou um álbum de poemas e litogravuras de sua autoria, e no mesmo ano foi tema de um curta-metragem de João Siqueira. Bandeira voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte em 1967.


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