Sem título
2018
Assinada no canto inferior esquerdo
105 x 77 cm
Monotipia.
Luiz Pierre Zerbini (São Paulo, SP, 1959) é artista multimídia e um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira. Seu contato com a pintura começou ainda na infância, aos quatro anos de idade, quando teve aulas com Van Acker (1931–2000). Posteriormente, aprofundou seus estudos em fotografia com Carlos Moreira (1936) e em aquarela com Dudi Maia Rosa (1946). Entre 1978 e 1980, frequentou o curso de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo.
No início da década de 1980, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a atuar como cenógrafo do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. Nesse período, também realizou performances ao lado da atriz Regina Casé (1954), integrando diferentes linguagens artísticas ao seu trabalho. Em 1982, apresentou sua primeira exposição individual, na Casa do Brasil, em Madri, Espanha. Três anos depois, participou do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, recebendo a Referência Especial do Júri. Em 1987, integrou a 19ª Bienal Internacional de São Paulo.
Associado à chamada Geração 80, Zerbini iniciou sua trajetória artística com a pintura, expandindo posteriormente sua produção para a escultura, o desenho, a fotografia e o vídeo. Em 1995, recebeu o Grande Prêmio da Crítica na categoria Artes Visuais da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). No mesmo ano, fundou o coletivo Chelpa Ferro, ao lado do artista Barrão (1959), do editor de vídeo e cinema Sérgio Mekler (1963) e do produtor musical Chico Neves. O grupo desenvolve projetos que articulam escultura, instalações, recursos tecnológicos e experimentação sonora, consolidando uma pesquisa interdisciplinar reconhecida nacional e internacionalmente.