Paulo Nimer Pjota

Paulo Nimer Pjota

O trabalho de Paulo Nimer Pjota tem como ponto de partida os fenômenos de natureza coletiva. Sua pesquisa se ancora em iconografias de autoria compartilhada — tanto históricas quanto populares —, que o artista relaciona à cultura urbana que marcou sua formação. A partir dessas referências, cria narrativas visuais em que formas diversas se sobrepõem, abrindo espaço para novas maneiras de pensar e interpretar o mundo.

Assim como o hip-hop e outras expressões urbanas reinventam símbolos por meio do sampling, Pjota estabelece pontes entre tempos e contextos distintos. Em suas obras, convivem elementos contraculturais arquetípicos e estéticas de sociedades greco-romanas, pré-coloniais e pré-colombianas. Palavras soltas, personagens de desenhos animados, tatuagens, plantas, rabiscos, artefatos antigos e fragmentos de naturezas-mortas flamengas e holandesas do século XVII se organizam em constelações visuais suspensas, criando atmosferas míticas e paisagens de caráter ritualístico.

Essa prática, quase incessante, busca trazer à tona memórias que resistem nas margens da história oficial. Ao justapor objetos cotidianos e símbolos do passado, Pjota questiona hierarquias de conhecimento que separam erudição e cultura popular. Suas composições desvelam um fluxo contínuo de criação, circulação e ressignificação de imagens, expondo também as desigualdades que permeiam esse processo. Como aponta o curador Mateus Nunes, “Remixar a história é rebelar-se contra o sistema cultural hegemônico e violento, defendendo uma contaminação inevitável do tempo, da história e da imagem pelo confronto entre símbolos, espiritualidades e expressões culturais.”

Fontes:
Texto: Pesquisa e curadoria Blombô, com apoio de inteligência artificial para redação e estruturação de conteúdo.

Obras do artista

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