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Gustavo Rosa

Gustavo Rosa

Brasil - 1946 - 2013

Gustavo Machado Rosa veio ao mundo em São Paulo dia 20 de dezembro de 1946.
Sua mãe, Cecília de Paula Machado Netto, relembrava-o por volta dos três anos de idade, de bruços no chão, a desenhar compulsivamente em blocos de papel, quando não o fazia nas paredes de casa ou nos cadernos escolares, em páginas que transbordavam cenas e figuras que o então menino percebia à sua volta. Tornaram-se personagens de sua obra a mulher com lata d’água na cabeça, os meninos empinando pipas, o sorveteiro, os palhaços que atiçavam seu olhar nos circos que frequentava com os pais, o padre e a freira, o vendedor de hot-dog, os beatniks e tantos outros personagens que eram o espelho da sociedade vibrante do pós guerra.
Seus estudos regulares foram na Escola Morumbi e no Colégio Paes Leme. Indisciplinado e inquieto, durante as aulas desenhava o tempo todo, dote natural e compulsivo que o abençoou desde cedo. Anos mais tarde, fascinado pelas ilustrações belíssimas da revista Claudia, estagiou no setor de artes da Editora Abril. O destino, no entanto, lhe reservara outros caminhos na criação artística e em pouco tempo passou a dedicar-se a ela por conta própria, no ateliê improvisado na sala de jantar da casa de seus pais.
Em 1964 passou a frequentar o curso livre de desenho e pintura da Fundação Armando Álvares Penteado-FAAP, ministrado pela artista plástica Teresa Nazar, pintora pioneira – ao lado de Rubens Gerchman, Antônio Dias, Hélio Oiticica eobra5 Carlos Vergara – da Pop Art no Brasil. Nessas aulas/ateliês Gustavo aprendeu composição, enquadramento, uso de cores e, em especial, instruiu-se de conceitos básicos à apreensão e representação do corpo humano, proporcionado pelas aulas com modelo vivo. Impressionada com a evolução e qualidade das obras produzidas por Gustavo, Teresa Nazar escolheu quatro delas para serem expostas, em 1964, na Primeira Anual de Artes Plásticas da FAAP, realizada no MAB - Museu de Arte Brasileira, primeira exposição pública que marcaria o início das quase cinco décadas de sua trajetória artística: 1964-2013. Também participaram dessa mostra Luisa Strina, Selma Garrido e, entre outros, Lívio Augusto Malzone.
Além das aulas de modelo vivo, Gustavo ficou impressionado com a produção plástica de Klimt e Emil Nold. Após esse breve curso, Gustavo renunciou às escolas; segundo ele “extraíam muito do seu tempo” e, assim, rendeu-se totalmente à sua paixão: desenhar-pintar, uma obsessão que lhe permitiu tornar visual seu universo interior pleno de recordações, sensações e reminiscências: “tudo o que eu fazia – a partir dos meus quatro anos de idade – era desenhar”.
Em 1969 participou de sua primeira exposição coletiva em uma galeria de arte, ao lado de obras de Walter Levy, Dirce Pires e Décio Escobar. Era a antiga Galeria Vice-Rey. Di Cavalcanti visitou a mostra e, após olhar os quadros de Gustavo, comentou: “Esse rapaz tem um traço muito bom”. O comentário de Emiliano Di Cavalcanti foi um grande estímulo para o artista iniciante. A partir daí Gustavo estabeleceu com ele uma afeição, no início respeitosa, que se transformou com o passar dos anos em amizade verdadeira até a morte do precursor do modernismo no Brasil.

Fontes:
Foto: http://www.gustavorosa.com.br/index.php/artista/biografia
Texto: http://www.gustavorosa.com.br/index.php/artista/biografia

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