Barrão
Brasil - 1959
Barrão (Rio de Janeiro, RJ, 1959) é um artista visual brasileiro reconhecido por suas esculturas e instalações construídas a partir da recombinação de objetos cotidianos. Sua produção investiga temas como memória, cultura material, consumo e identidade, por meio de obras que unem humor, estranhamento e uma estética exuberante.
Ao longo de sua carreira, desenvolveu uma linguagem singular baseada na apropriação de peças de cerâmica, porcelanas vitrificadas e objetos decorativos encontrados, reunidos ao longo de muitos anos. Esses elementos são desmontados, fragmentados e reorganizados em novas composições escultóricas, dando origem a formas híbridas e orgânicas que rompem com sua função original. O resultado são obras que desafiam classificações convencionais e dialogam com referências do kitsch, da bricolagem e da cultura popular.
Sua pesquisa artística destaca-se pela capacidade de transformar objetos familiares em esculturas de forte impacto visual, nas quais convivem ironia, excesso, fantasia e refinamento formal. Ao deslocar esses artefatos de seu contexto cotidiano, Barrão cria narrativas abertas que convidam o espectador a reinterpretar o significado dos materiais e das imagens.
Seu trabalho foi apresentado em importantes exposições individuais, entre elas Teia à Toa, no Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, 2025); Stuck Rhyme, na Night Gallery (Los Angeles, 2023); FALA COISA, na Fortes D'Aloia & Gabriel | Carpintaria (Rio de Janeiro, 2022); Mashups, no Aldrich Contemporary Art Museum (Ridgefield, Estados Unidos, 2012); e Natureza Morta, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2010).
Também participou de relevantes exposições coletivas, incluindo Brasilidade Pós-Modernismo, apresentada pelo Centro Cultural Banco do Brasil em diversas capitais brasileiras (2021); Troposphere: Chinese and Brazilian Contemporary Art, no Beijing Minsheng Art Museum (China, 2017); e A Casa, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP, 2015).
Suas obras integram importantes coleções públicas brasileiras, entre elas a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), consolidando sua posição como um dos principais nomes da escultura contemporânea brasileira.
Fontes:
Foto: https://www.guiadasartes.com.br/barrao-jorge-velloso-borges-leao-teixeira/obras-principais
Texto: Pesquisa e curadoria Blombô, com apoio de inteligência artificial para redação e estruturação de conteúdo.
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