Artista: Sonia Dias

Título: Somos todos Um ponto visto pelas estrelas

Técnica: Fotografia sobre papel

Dimensões: 110 x 165 cm

Estado de conservação: Excelente

Data: 2018

Saiba mais sobre a obra: (11) 9 9695-3218

R$9.500,00

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"Somos todos um Ponto visto pelas estrelas" é resultado de um processo de experimentação que vem se desdobrando ao longo de 2 anos e que explora questões ligadas à humanidade, alteridade e identidades plurais. O processo de concepção das imagens é totalmente intuitivo e irracional. É fruto de minhas inquietações, insistentes, doídas e perturbadoras a requererem uma forma. O primeiro passo foi o de encontrar no plano físico uma estrutura ou metáfora visual capaz de incitar o observador a participar de um diálogo sugerido ao redor de idéias como ética, totalidade, singularidades, comum, planeta, crise, lugar, espaço, individualismo, ocupação, sobrevivência. A escolha do espaço natural foi fundamental como pano de fundo desse processo de concreção porque sinto sermos uma dimensão e não extensão dele. O principal momento de todo esse processo criativo se dá justamente durante o tempo de imersão junto à natureza. Nesse período ocorre uma interação de troca e correspondência mútua como se houvesse um canto de perguntas e respostas. Uma verdadeira caixa de ressonância. Dela extraio, perfuro, devolvo e me envolvo com todos elementos e elementais necessários à construção da imagem. Me envolvo emocionalmente com as pessoas que performam algumas cenas desse processo. Conversamos sobre idéias que impregnam a alma do projeto e cujo compartilhamento é fundamental para o desenrolar de todas as ações. Coleto troncos, raízes de pequeno e médio porte, cipós, pedras, fibra de coco, fósseis e ferramentas para movimento de água e de terra. No caso das pessoas, justa-posiciono seus corpos como elementos estruturais e dialéticos da composição. Uma imagem chega a poder ser refeita várias e várias vezes. E sua resolução não é óbvia porque preciso perceber que mesmo partindo originariamente de mim eu dela já me desapossei e já "sou" outrem ou " nós ". Uma das problemáticas da minha poética está nesta tensão que existe entre os processos que empreendo e os resultados capturados como fotografias. Entre o dinamismo e instabilidade que elas são como processo e a " aparente " rigidez da cena que figuram. Acredito que este é um grande desafio para o artista visual que se propõe a apresentar suas questões em quaisquer superfícies consideradas em tese "imóveis" ou estáticas. Ultrapassá-lo exige enfrentar esse campo dialético da imagem o que nos obriga a impregnar o nosso fazer, contido na interioridade da imagem, de força passível de irromper a superfície e atingir o observador em toda sua intensidade. A proposta deste trabalho tem como objetivo articular esses pontos do trabalho a partir da composição que sugeri como fraseados de imagens livres que podem ser observadas sem preocupação de uma leitura linear ou racional. Como uma melodia que o próprio visitante pode compor e que poderia ser lida em diferentes camadas e direções conectando-as com suas próprias reflexões.