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    <title><![CDATA[Blog - Biografia Feed]]></title>
    <link>https://blombo.com/blog.html</link>
    <description><![CDATA[]]></description>
    <pubDate>Sat, 26 Sep 2026 00:51:51 +0000</pubDate>
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      <title><![CDATA[Julian Opie: imagens que atravessam a arte e a música]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/blombo/julianopie.html</link>
      <description><![CDATA[<p>Em 2000, o rosto dos integrantes do <strong>Blur</strong> apareceu na capa de The Best Of<em> </em><em> </em>transformado em linhas, cores chapadas e poucos detalhes. Os retratos criados por <strong>Julian Opie</strong> eram imediatamente reconhecíveis, mas também tinham algo de sinalização urbana, avatar e desenho digital. A imagem saiu do circuito da arte e passou a fazer parte da memória visual da música.</p><p><br></p><p><a title="" href="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/a/6/a67b6e045a8ba0143bae29613075eaee.jpg" rel="lightbox[mpblog_604]" target="_blank"><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/a/6/a67b6e045a8ba0143bae29613075eaee.jpg"></a></p><p><em><span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text">Blur — <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text">The Best Of</span></span>
Lançado em <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text">30 de outubro de 2000</span>, o álbum traz uma série de retratos dos quatro integrantes da banda, criada pelo artista britânico </em><span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text"><em>Julian Opie</em></span><strong>.</strong><br></p><p>Esse diálogo não começou nem terminou com o Blur. Em 2006, Opie criou uma projeção de LED para a turnê mundial <strong>Vertigo</strong>, do <strong>U2</strong>. Para o balé <em>Infra</em>, apresentado na Royal Opera House, em Londres, desenvolveu imagens em movimento que acompanhavam a coreografia de Wayne McGregor e a música de Max Richter. Em cada projeto, o corpo aparece reduzido ao essencial: uma silhueta, um gesto, um deslocamento.</p><p><a title="" href="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/a/0/a081e659ff858913745e851bd371124c.jpg" rel="lightbox[mpblog_604]" target="_blank"><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/a/0/a081e659ff858913745e851bd371124c.jpg"></a></p><em>Projeção de Julian Opie durante a turnê Vertigo, da banda U2, em 2005<p><span></span></p><p>A mesma linguagem pode ser encontrada em suas obras para espaços públicos. Em trabalhos como <em>Walking on O’Connell Street</em>, realizado para a Hugh Lane Gallery, em Dublin, figuras caminham continuamente, como se fossem parte do fluxo da cidade. Opie transforma ações corriqueiras em imagens sintéticas, próximas dos pictogramas, dos mapas e das interfaces digitais.</p></em><p>Nascido em Londres, em 1958, o artista trabalha com pintura, escultura, instalação, vídeo e painéis luminosos. Seu repertório é formado por rostos, pessoas caminhando, animais e paisagens reduzidos a contornos precisos. A economia visual não elimina a identidade das figuras; ao contrário, faz com que elas sejam reconhecidas por um movimento, uma postura ou uma combinação de linhas.</p><p>A presença de Opie na cultura pop revela uma característica central de sua produção: suas imagens podem circular em uma capa de disco, em um palco, na fachada de um edifício ou dentro de uma exposição sem perder sua força. Entre a arte contemporânea, o design e a vida urbana, o artista constrói uma linguagem que se tornou familiar sem deixar de ser estranha.</p><p>Julian Opie integra o Leilão Visões do Século XX — Coleção Internacional, em exposição na nova sede da Blombô, na Rua Estados Unidos, 521 — São Paulo.</p>]]></description>
      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 20:30:36 +0000</pubDate>
    </item>
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      <title><![CDATA[Yayoi Kusama: quando a repetição se transforma em infinito]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/blombo/yayoikusama.html</link>
      <description><![CDATA[<p>Poucos elementos visuais se tornaram tão reconhecíveis na arte contemporânea quanto as bolinhas de <strong>Yayoi Kusama</strong>. Presentes em pinturas, esculturas, objetos e instalações, elas se multiplicam até quase apagar aquilo que existe por baixo. Em sua obra, porém, a repetição está longe de ser apenas decorativa: é uma maneira de investigar <strong>infinito, percepção, identidade e desaparecimento</strong>.</p><p>Nascida no Japão em 1929, Kusama começou a desenhar ainda criança. Em 1957, mudou-se para os Estados Unidos e, no ano seguinte, chegou a Nova York, onde encontrou uma cena artística em intensa transformação. É nesse período que desenvolve as primeiras pinturas da série <em>Infinity Nets</em>, construídas a partir de milhares de pequenas marcas repetidas. A superfície deixa de ter um ponto central e parece continuar para além dos limites da própria tela.</p><p><a title="" href="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/3/d/3dedfac5be47dd04ac2d14330fab33ef.jpg" rel="lightbox[mpblog_598]" target="_blank"><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/3/d/3dedfac5be47dd04ac2d14330fab33ef.jpg"></a></p><p><strong>Yayoi Kusama. Anos 60. Imagem: Stedelijk Museum</strong></p><p>Nos anos 1960, essa pesquisa se expande para esculturas, performances e instalações. Nos <strong>Infinity Mirror Rooms</strong>, os espelhos multiplicam luzes, objetos e o próprio corpo do visitante. A ideia de infinito deixa de estar representada apenas na superfície da obra e passa a ser vivenciada dentro dela. Ao entrar nesses espaços, o espectador se vê repetido inúmeras vezes, tornando-se simultaneamente presente e quase anônimo.</p><p>A repetição também atravessou outros campos. <strong>Em 2012, Kusama iniciou uma colaboração com a Louis Vuitton</strong>, levando seus pontos, cores e padrões para bolsas, acessórios e objetos da Maison. A parceria aproximou ainda mais sua produção do universo da moda e do design e foi retomada em 2023, em uma nova coleção.</p><p><a title="" href="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/1/8/1818acba4689cc575b636832782038c3.jpg" rel="lightbox[mpblog_598]" target="_blank"><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/1/8/1818acba4689cc575b636832782038c3.jpg"></a></p><p><strong>Keepall Bandouliere (Edição especial: Yayoi Kusama) </strong><strong>- Disponível no Marcketplace da Blombô</strong><span class="redactor-invisible-space"></span><br></p><p>No Brasil, a obra de Kusama encontrou no <strong>Instituto Inhotim</strong> um espaço particularmente significativo. Além de <em><strong>Narcissus Garden</strong></em>, o instituto abriga uma galeria permanente dedicada à artista, reunindo outras duas instalações. Apresentada pela primeira vez em 1966, <em><strong>Narcissus Garden</strong></em> é formada por 750 esferas de aço inoxidável que criam uma superfície em constante transformação. Céu, vegetação, arquitetura e os próprios visitantes se refletem e se fragmentam, fazendo da paisagem um campo instável de imagens e dissolvendo continuamente os limites entre indivíduo e espaço.</p><p><a title="" href="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/c/6/c650369f1b56237031054b93ca1addb1.jpg" rel="lightbox[mpblog_598]" target="_blank"><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/c/6/c650369f1b56237031054b93ca1addb1.jpg"></a></p><p><strong><em>Narcissus Garden</em> Inhotim (2009) de Yayoi Kusama. Imagem: Inhotim</strong></p><p>Ao longo de mais de sete décadas, Kusama construiu um repertório próprio a partir de <strong>pontos, redes, espelhos, abóboras, flores e superfícies infinitamente repetidas</strong>. O que parece simples à primeira vista revela uma pesquisa contínua sobre a percepção e os limites entre o indivíduo e o espaço que o cerca.</p><p>Sua produção também ultrapassou as fronteiras da arte contemporânea para alcançar a moda, a literatura, o cinema e a cultura popular, sem deixar de preservar a coerência de uma investigação iniciada ainda nos primeiros anos de sua carreira.</p><p><strong>Yayoi Kusama morreu em agosto de 2026, aos 97 anos, em Tóquio.</strong> Até o fim da vida, permaneceu produzindo a partir do mesmo universo que construiu ao longo de décadas. Seu legado está justamente nessa capacidade de transformar elementos aparentemente simples em experiências de escala quase ilimitada — fazendo da repetição não um ponto de chegada, mas uma maneira de continuar procurando o infinito.</p>]]></description>
      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:49:30 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[123 anos de José Pancetti]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/123-anos-de-jose-pancetti.html</link>
      <description><![CDATA[<p><a title="" href="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/f/0/f0f9c2b1fbbccafc6ae14c35c238a7d3.jpg" rel="lightbox[mpblog_576]" target="_blank"><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/f/0/f0f9c2b1fbbccafc6ae14c35c238a7d3.jpg" alt="" style="display:block; margin:auto;"></a>
</p><p style="text-align: center;"><em><span style="color: rgb(127, 127, 127);">(Fotografia: Retrato do artista)</span></em>
</p><p style="text-align: justify;">Neste <strong>18 de junho</strong>, <strong>José Pancetti </strong>completaria <strong>123 anos</strong>. Considerado um dos grandes nomes da pintura brasileira, é amplamente reconhecido por suas paisagens marinhas, que combinam simplicidade formal e profunda sensibilidade poética.</p><p style="text-align: justify;">Filho de imigrantes italianos, nasceu em Campinas, em 1902. Passou parte da infância na Itália, onde trabalhou como aprendiz de carpinteiro e ingressou na marinha mercante. De volta ao Brasil, alistou-se na Marinha de Guerra em 1922 — foi ali que começou sua trajetória artística, pintando cascos de navio e camarotes.<br><br>Embora mais conhecido por suas paisagens marinhas — serenas e depuradas, com uso delicado da luz e cores suaves — Pancetti também produziu cenas urbanas, retratos e vistas de montanha, como as paisagens de Campos do Jordão, revelando um olhar atento aos diferentes recortes do Brasil.<br><br>O artista faleceu em 1958, no Rio de Janeiro, deixando um legado essencial para a arte moderna brasileira.
</p><p style="text-align: justify;"><strong>Confira algumas obras de José Pancetti que fazem parte da Blombô Marketplace.</strong>
</p><table>
<tbody>
<tr>
	<td><a href="https://wa.me/5511996953218" title=""><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/e/7/e7135e1d4e259d949760a60a2523998f.png" alt="" style=""></a>
	</td>
	<td><a href="https://wa.me/5511996953218"><img src="https://blombo.com/media/magpleasure/mpblog/upload/1/b/1be49a7c2205c999c7be611ca60b4959.png" "="" style=""></a>
	</td>
</tr>
<tr>
	<td style="text-align: center;"><strong>JOSÉ PANCETTI</strong>
		<p><em>O arco da ponte</em>, 1945<br>Óleo sobre tela<br>Assinado canto inferior esquerdo<br>36 x 45 cm
		</p>
		<p><a href="https://wa.me/5511996953218" target="_blank"><strong>CONSULTE O VALOR</strong></a>
		</p>
	</td>
	<td>
		<p style="text-align: center;"><strong>JOSÉ PANCETTI<br></strong><em>Campos do Jordão</em>, 1943<br>Óleo sobre tela<br>Assinado canto inferior direito<br>56 x 64 cm
		</p>
		<p style="text-align: center;"><a href="https://wa.me/5511996953218" target="_blank" rel="noopener"><strong>CONSULTE O VALOR</strong></a>
		</p>
	</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></description>
      <pubDate>Wed, 18 Jun 2025 15:19:39 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Mira Schendel na Blombô Marketplace]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/mira-schendel-na-blombo-marketplace.html</link>
      <description><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p><p>O&nbsp;<strong>marketplace da Blombô</strong>&nbsp;conta com <a href="https://blombo.com/artistas/mira-schendel/">diversas obras de&nbsp;Mira&nbsp;Schendel</a>&nbsp;(Suíça, 1919—Brasil, 1988), uma das artistas latinoamericanas mais importantes do século XX.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Nascida na Suíça, tendo crescido na Itália, ela fugiu da Europa devastada pela guerra para o Brasil em 1949. Lá, se estabeleceu em uma sociedade dinâmica com seus próprios movimentos emergentes de arte moderna, ao lado dos quais ela começou a criar seu trabalho único.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em São Paulo, ela pôde explorar suas ideias em evolução sobre estética e filosofia como parte de um círculo de intelectuais emigrados. Sua experiência inicial de deslocamento cultural, geográfico e linguístico é revelada em sua arte, que trata de temas de existência, autocompreensão, fé e linguagem.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3618,"sizeSlug":"large","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://blombo.com/artistas/mira-schendel/" title=""><img src="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2024/02/Artboard-37-1024x837.png" alt="" class="wp-image-3618"/></a><figcaption>Mira&nbsp;Schendel, “Sem título”, monotipias, 47 x 23 cm -&nbsp;<strong>Compre agora:</strong>&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://t.rdsv2.net/ls/click?upn=GZRd-2F-2FDM4ktRqmP4c0cPT7M9qdfQzJy-2Fx-2Fqo-2BIOFrCz6JJTbM998AMd2EZ-2FBljtqvQRkVSbxXgnQ690-2FmBix-2BX8Xvd7hIkSIxEM78iMM7VvFmc0Zz0-2FL10JurzpcPuM-2FU0XvH4f4bHnJR7ACOgWa5CIeq55mkYEwOXpG735L4pp90FLiBMT1Y5fAG9Ds7InKscjSKGVkg99M1W8h73AYMqsSq9dI1ThDS-2FTg7QMeT5o-3DlO-N_r2lwzyuECzUdG-2BqeYPkWAqATq3Q4oZGKbGcQQ81uj4hXKMuAILV3PbSJY-2B7jNS57W9adJrkzQSf2uNXj1KuIF16no6RqHxvf4fTW2bjZFkUn7V0VnP2itsXiZggdPMYORierNPnNg8ErrVSEC66d-2F4vHaZWREqwSw-2F6d6A-2B-2B8ZklwG6hBSq6OZz1G4F3udqaTOjfRoZoNhq-2F54fn0OsthUkqgPkyMDXfeNf2ArZrdALecOZ-2FU1pMHT-2BhQHPDMW8WArDgcAs3JHc2KiWYaSEe0M9MJoE76NsDPRhUEeMdRaFyRFqDX-2FOcdnQ059qgcNMx4xjD24jgu47QjlhTIviVOa15t0h-2BgfZ1FeBiLZzClx6-2FzubX6vHfNS6MXOlj8gNzxEZkbj0OoHqJw-2B2T-2Bv-2BHisN8GGnol2fkYpcNJPJRUAbDcnhNcBfM8ac9luj6lRfeNxWGc04L8Aj5U03SrQYEiY88TOA9U8bIa-2B3wGTk43PAQ-2F2aU04102muXzkhcJmR3VNIjMX41DHhAPtZTOUQQgWI70jD4n12aC5loMKaHJLn5pJGRkTCkq3T3pcZbidXNROISk-2Bzv85Vb-2B61iamtyuFWC-2FBTQXacLbqv7xfKIKfMqChakUg64GOzk1LGgBsRVpS6qyflpL4-2B3S0TFJUfnWI7rH7qYollq9HAqjoiqSQqpRA17CMD6xRlfbd3M6TXUt0qekj6B0aKkUJTj90gg6g-3D-3D" target="_blank">obra 1</a>&nbsp;e&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://t.rdsv2.net/ls/click?upn=GZRd-2F-2FDM4ktRqmP4c0cPT7M9qdfQzJy-2Fx-2Fqo-2BIOFrCyvT5wioE30f3yd-2B-2F6VWPaUcyaziUfXdJoorkRRa8XspldNMJs4CsEaGdLmpRnyEPZ-2BJxxfITRGz6xR5WSxVr2jDgGyn83-2B-2BFmYOztAPKRIRW58SHSUEn2I-2BN7eioeWrFe1UVbEhhn9gwAfwCFOfY5QGkf8LfJiekdOdR-2FPR0T6SQ-3D-3D0eWz_r2lwzyuECzUdG-2BqeYPkWAqATq3Q4oZGKbGcQQ81uj4hXKMuAILV3PbSJY-2B7jNS57W9adJrkzQSf2uNXj1KuIF16no6RqHxvf4fTW2bjZFkUn7V0VnP2itsXiZggdPMYORierNPnNg8ErrVSEC66d-2F4vHaZWREqwSw-2F6d6A-2B-2B8ZklwG6hBSq6OZz1G4F3udqaTOjfRoZoNhq-2F54fn0OsthUkqgPkyMDXfeNf2ArZrdALecOZ-2FU1pMHT-2BhQHPDMW8WArDgcAs3JHc2KiWYaSEe0M9MJoE76NsDPRhUEeMdRaFyRFqDX-2FOcdnQ059qgcNMx4xjD24jgu47QjlhTIviVOa15t0h-2BgfZ1FeBiLZzClx6-2FzubX6vHfNS6MXOlj8gNzxEZkbj0OoHqJw-2B2T-2Bv-2BHisN8GGnol2fkYpcNJPJRUAbDcnhNcBfM8ac9luj6lRfeNxWGc04L8Aj5U03SrQYEiY88TOA9U8bIa-2B3wGTk43PAQ-2F2aU04102muXzkhcJmR3VNIjMX41DHhAPtZTOUQQgWI70jD4n12aC5loMKaHJLn5pJGRkTCkq3T3pcZbidXNLKqoL9aZmHOE791py-2Bj7fEvmdpcUWvsvaOelQ9DohB-2BxVBF0VNqklCjSs-2B1QNvDb9BURmGIIdP-2Bb5anGNugaOMwJck-2BfO9FQs5FqelWHLjHQQSIbSt5Qxnq5GV2kjY57QkPKTfJ-2FqUq4ZzKVErUhsQ-3D-3D" target="_blank">obra 2</a></figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>A obra de&nbsp;Mira&nbsp;Schendel&nbsp;é múltipla e abrangente; marcada por uma poética delicada e silenciosa. Sua dedicada exploração dos meios e materiais é inspiração para uma parte significativa de artistas brasileiros contemporâneos. Participou de diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo, além de ter mostras individuais em museus como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e Signals Gallery (Londres, Inglaterra). Em 2014, a Tate Gallery de Londres apresentou uma retrospectiva de sua obra.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3619,"sizeSlug":"large","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://blombo.com/artistas/mira-schendel/" title=""><img src="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2024/02/Artboard-1-copy-29-992x1024.png" alt="" class="wp-image-3619"/></a><figcaption>Mira&nbsp;Schendel, “Sem título”, 1980, grafite sobre papel, 47 x 24 cm -&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://t.rdsv2.net/ls/click?upn=GZRd-2F-2FDM4ktRqmP4c0cPT4gMqxCQ-2FIjYkGh3N7di-2BZ6URjaJXj-2FtNm6QdDS8GyFQdEkpUeNNMLeTG-2BQ1hV6hJe-2BmkqmU0zdjwU81qshLmIvPAXUIuvDMl4jpR-2BmAGoV23Vx3AM-2FAzKvNhwrr5l-2BTc3dh2PwtODFw-2FFqhHXGj3N5tnqMcDL7GQ7duqe17GMgXycEXakt8FYw-2ByPkz4Tv7Y3qK17bQ6pds-2F6-2BGkd8gmjg-3DwJ6Z_r2lwzyuECzUdG-2BqeYPkWAqATq3Q4oZGKbGcQQ81uj4hXKMuAILV3PbSJY-2B7jNS57W9adJrkzQSf2uNXj1KuIF16no6RqHxvf4fTW2bjZFkUn7V0VnP2itsXiZggdPMYORierNPnNg8ErrVSEC66d-2F4vHaZWREqwSw-2F6d6A-2B-2B8ZklwG6hBSq6OZz1G4F3udqaTOjfRoZoNhq-2F54fn0OsthUkqgPkyMDXfeNf2ArZrdALecOZ-2FU1pMHT-2BhQHPDMW8WArDgcAs3JHc2KiWYaSEe0M9MJoE76NsDPRhUEeMdRaFyRFqDX-2FOcdnQ059qgcNMx4xjD24jgu47QjlhTIviVOa15t0h-2BgfZ1FeBiLZzClx6-2FzubX6vHfNS6MXOlj8gNzxEZkbj0OoHqJw-2B2T-2Bv-2BHisN8GGnol2fkYpcNJPJRUAbDcnhNcBfM8ac9luj6lRfeNxWGc04L8Aj5U03SrQYEiY88TOA9U8bIa-2B3wGTk43PAQ-2F2aU04102muXzkhcJmR3VNIjMX41DHhAPtZTOUQQgWI70jD4n12aC5loMKaHJLn5pJGRkTCkq3T3pcZbidXNqKptI8v8271Xf9riqpAlG-2B1EQv-2FB5rrxbaa8jy8lMOakpekhY0Dylo8XTOFXSGBBnS-2B0fzeseooinTbKd5xngdTuwXOtRuXLjubp66Z2jmiT3O-2BzVVXr3Vhe9jh8g1HR6g-2FW7vj-2BZayxQ4PDRkyUog-3D-3D" target="_blank"><strong>Compre agora</strong></a></figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p>]]></description>
      <pubDate>Mon, 12 Aug 2024 22:09:48 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Volpi popular e erudito]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/volpi-popular-e-erudito.html</link>
      <description><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p><p>Volpi é o artista do mês na Blombô. Ao mesmo tempo popular e erudito, conseguiu construir um corpo de trabalho muito coerente nestes dois aspectos. De origem humilde, quando jovem Volpi trabalhou na construção civil, especializando-se na pintura decorativa de paredes. Autodidata, seu interesse pelo popular ganhou força a partir da década de 40, quando passou a realizar retratos religiosos e representações de festejos populares. Neste ensejo surge a sua maior marca, as famosas bandeirinhas — e de fachadas coloniais brasileiras.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3502,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_8447.jpg" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_8447-1024x745.jpg" alt="" class="wp-image-3502"/></a></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Para o crítico de artes visuais, Olívio Tavares de Araújo, a partir da década de 70 as formas se cristalizam e o trabalho de Volpi deixa de ser uma oficina de experimentação "Um Albers Caboclo, mais variado, mais rico, mesmo que sem a consciência teórica do fato", compara o escritor.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Volpi incorpora valores modernistas, na constituição de valores nacionais e na ruptura formal com o academicismo na busca progressiva pela simplificação. Também se apoiou nas premissas do concretismo abstracionismo geométrico.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":3503,"sizeSlug":"full","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://blombo.com/sem-titulo-101-200" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/09/volp17755_alfredo_volpi_-_sem_t_tulo_101-200._gravura_em_metal_100x70_cm_s.d._a.c.i.d-1.jpg" alt="" class="wp-image-3503"/></a></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Constituiu uma pintura geometrizada, com campos cromáticos vibrantes, contornos irregulares, e um uso singular da cor. Sua pincelada e textura muito peculiares se davam a partir da mistura de sua têmpera com ovo. Ao longo dos anos, seu trabalho caminhou para a redução de elementos na composição, flertando com a abstração geométrica, ainda que sem perder o referencial da figuração.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":3504,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="aligncenter size-large"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_8462-scaled.jpg" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_8462-479x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3504"/></a></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Seguiu fazendo de forma geométrica, temas como marinhas; Náuticos e lúdicos; cenas urbanas e rurais; Fachadas; e Bandeirinhas e mastros.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>O artista rompeu tendências novamente quando voltou a inserir os temas religiosos com figurações belíssimas de São Francisco, São Jorge, Santos e Arcanjos e uma coleção de Madonas.&nbsp;</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Volpi produziu um corpo de trabalho muito amplo e complexo de pinturas, em uma mescla extraordinária entre a tradição moderna e elementos da cultura popular. Para o curador&nbsp; Tomás Toledo, que organizou sua recente exposição no MASP "Volpi Popular" o artista dialogou com a tradição da pintura ocidental, "sobretudo da arte italiana da Idade Média e do Renascimento, e com o modernismo brasileiro, com sua sintetização formal, por outro lado, sua obra foi povoada por referências da cultura popular." afirma o curador.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Fontes :&nbsp;</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>ARAUJO, Olivio Tavares. Volpi, projetos e estudos - em retrospectiva - décadas 40-70. , Pinacoteca do Estado, 1993</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>MASP, Exposição Volpi Popular</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:embed {"url":"https://masp.org.br/exposicoes/volpi-popular"} --></p><p><figure class="wp-block-embed"></p><p>https://masp.org.br/exposicoes/volpi-popular</p><p></figure></p><p><!-- /wp:embed --></p>]]></description>
      <pubDate>Mon, 12 Aug 2024 22:09:32 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[A arte irreverente de Alê Jordão]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/ale-jordao.html</link>
      <description><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p><p>Trazendo elementos do consumo e do entretenimento, Alê Jordão expressa em seus letreiros de neon e objetos-arte a marca do urbanismo e territórios afetivos das cidades, como Time Square e China Town, em Nova Iorque ou a Liberdade e o Baixo Augusta, em São Paulo.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em sua trajetória no curso de Belas Artes na FAAP na década de 90, Ale Jordão onde conviveu com grandes artistas contemporâneos desta geração como Sandra Cinto, Dora Longo Bahia, Paulo Pasta, Carmela Gross, Regina SIlveira e Nelson Leirner.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":3353,"sizeSlug":"full","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="aligncenter size-full"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/08/bola-neon-tripe-g-683x1024-2.png" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/08/bola-neon-tripe-g-683x1024-2.png" alt="" class="wp-image-3353"/></a><figcaption><em>Neon Ball G, Anos 2000, 50cm</em></figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Seu estilo eclético que não pode resumir a arte urbana, já envolveu uso de raio - X, tapeçarias, objetos, neons, e até mesmo capôs de carros na rua se tornam matéria para as criações de Alê Jordão. Uma das últimas ideias resultou em cadeiras produzidas com vidro blindado que levaram tiros.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>A irreverência, a ousadia e a surpresa são fatores inerentes na vida e na arte de Alê Jordão. A vida urbana e a moda fornecem grande parte dos insights que inspiran suas obras. </p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Alê Jordão também estudou design de mobiliário na Domus de Milão talvez por este motivo seu trabalho tem uma conversa constante com o design, entre o objeto escultórico e o funcional. As cadeiras e as esculturas iluminadas de neon e as instalações urbanas são exemplos de como arte e design se imbricam em seu trabalho.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3350,"sizeSlug":"large","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://blombo.com/cadeira-fontana-black" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/08/cadeira_fontana_preta2-1-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-3350"/></a><figcaption><em>&nbsp;Cadeira Fontana Black, &nbsp;2021,&nbsp;90x60x40cm</em></figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":3348,"sizeSlug":"full","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="aligncenter size-full"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/08/meio-globo-siglas-aeroporto_site-750x500-1.jpeg" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/08/meio-globo-siglas-aeroporto_site-750x500-1.jpeg" alt="" class="wp-image-3348"/></a><figcaption><em>Bolha Neonacrílico, &nbsp;110 x 80 x 20 cm</em></figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p>]]></description>
      <pubDate>Mon, 12 Aug 2024 22:09:21 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Barsotti mestre da abstração geométrica]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/barsotti-mestre-da-abstracao-geometrica.html</link>
      <description><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p><p>Pintor, desenhista, gravador e programador visual, Barsotti foi um dos pioneiros a incorporar linguagens geométricas abstratas à arte brasileira. Tornou-se um ícone do neoconcretismo fundado pelo poeta Ferreira Gullar no final da década de 50. O neoconcretismo foi uma reação ao movimento concretista e suas teorias técnico-científicas aplicadas à arte.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>A carreira de Barsotti seguiu uma trajetória singular. Sua produção artística se desenvolve no terreno do Concretismo no Brasil. Apesar de paulistano, criou&nbsp; independência em relação ao grupo Ruptura, coletivo de praticantes de Arte Concreta fundado em São Paulo e centrado na figura catalisadora de Waldemar Cordeiro. A partir de 1954, Barsotti fundou, com seu constante companheiro e interlocutor Willys de Castro, o Estúdio de Projetos Gráficos. Barsotti e de Castro são reconhecidos como pioneiros na renovação da linguagem gráfica utilizada em revistas e marcas institucionais, na década de 1950. Em 1958, Barsotti foi para a Europa e encontrou Max Bill, que exerceu grande influência em seu trabalho. Barsotti estava de volta ao Brasil em 1959 e, a convite de Ferreira Gullar, tornou-se membro do grupo Neo-Concreto. Em 1960 foi convidado pelo designer suíço Max Bill a participar da mostra Konkrete Kunst, em Zurique, uma das mais prestigiadas na área.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":3137,"width":600,"height":600,"sizeSlug":"full","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://blombo.com/sem-titulo-31341" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/06/he_rcules_barsotti_51_x_61_cm.jpeg" alt="" class="wp-image-3137" style="max-width:600px;"/></a></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Embora o vocabulário preciso que caracteriza a obra de Barsotti seja derivado do Concretismo, a maneira como suas peças constantemente invocam noções espaciais e atuam sobre a sensibilidade do espectador os aproxima da experiência neoconcreta. Com base nos princípios da Gestalt, o artista fez discretas alterações em campos de preto e branco contrastantes, provocando sensações de deslizamento de planos ou curvas na superfície da tela. Ele desestabilizou os formatos regulares, borrando a distinção entre fundo e figura. A certa altura, Barsotti começou a pendurar seu suporte quadrado por um canto, transformando-o em um losango do ponto de vista do espectador.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>As diagonais do quadrado, agora colocadas no sentido vertical e horizontal, recuperaram não só o ponto de referência comum com o espectador, mas também a forma ortogonal da arquitetura do local. Outras vezes, Barsotti também pinta as laterais da moldura, sugerindo assim uma expansão da pintura para além do nível bidimensional da tela. Assim como Willys de Castro, Hélio Oiticica e Lygia Clark no mesmo período, Barsotti propôs um debate entre a natureza bidimensional da pintura e o caráter tridimensional da pintura-objeto. Nos papéis percebemos claramente como a decisão de usar determinados valores cromáticos é uma decisão tomada pelo olho. A decisão de colocá-los um ao lado do outro - mesmo que Barsotti aproxime cores cuja coexistência pareceria improvável - faz com que se ativem, produzindo uma vibração especial na superfície da tela.&nbsp;</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":3136,"sizeSlug":"full","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://blombo.com/abertura" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/06/barsotti_azul_3__1.jpeg" alt="" class="wp-image-3136"/></a></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>No Brasil, Barsotti participou de várias temporadas da Bienal e nas edições de 1987 a 1989, foi homenageado com mostras especiais. Ao longo de sua carreira, Barsotti participou de inúmeras exposições internacionais, na Europa e nos Estados Unidos.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em 2004, quando completou 90 anos, o Museu de Arte Moderna de São Paulo fez uma retrospectiva de suas obras na marcante exposição "não-cor cor". Nos últimos anos, o artista vinha desenvolvendo trabalhos como programador visual e fazendo exposições em galerias, veio a falecer em 2010 deixando uma grande contribuição à abstração geométrica.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p>]]></description>
      <pubDate>Mon, 12 Aug 2024 22:09:07 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Exposição do mês na Blombô homenageia Cícero Dias]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/exposicao-do-mes-na-blombo-homenageia-cicero-dias.html</link>
      <description><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Poucos artistas brasileiros constituíram uma carreira tão longeva quanto Cícero Dias. Foram mais de 80 anos dedicados às artes plásticas. Passando pelo desenho, gravura, pintura, murais, pintura em cerâmica, e outras técnicas.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Com 13 anos muda para o Rio de Janeiro e entra para a Escola de Belas Artes, no Rio, Cícero se torna amigo de Di Cavalcanti que já frequentava o círculo de amizade com pintores franceses como Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse e Picasso.&nbsp;&nbsp;</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3074,"sizeSlug":"full","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://blombo.com/sem-titulo-51-100" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/05/cicero_dias_blombô.jpg" alt="" class="wp-image-3074"/></a><figcaption>Sem título, Gravura</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em 1928 realizou sua primeira exposição em um local inusitado, em um hospício, por falta de outro lugar para realizar a mostra. Nesta ocasião suas obras já traziam uma temática com imagens do inconsciente como delírios, pesadelos e sonhos com uma influência surrealista. Sua proposta não é bem compreendida, além de não obter sucesso com a crítica, e um homem com perfil, que avançou sobre suas pinturas com uma navalha.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Ao longo de toda sua trajetória encontramos muitas referências ao Recife, sua grande declaração de amor à terra natal é a obra "Eu vi o mundo… ele começava no Recife" com 12 metros de largura produzida em 1926. A obra já apresenta nuances do inconsciente humano e, na época, gerou grande polêmica pela presença de corpos femininos nus. A obra também foi chamada Guernica Brasileira.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3075,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/05/eu-vi-o-mundo-cicero-dias.jpeg" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/05/eu-vi-o-mundo-cicero-dias-1024x334.jpeg" alt="" class="wp-image-3075"/></a><figcaption>Parte da obra "Eu vi o mundo...ele começava no recife"</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>O artista foi preso em 1937 pelo Estado Novo e por este motivo vai para a França. Lá a amizade com Picasso se intensifica de tal maneira, que Picasso veio a colocar o nome de Cícero em sua linha telefônica. Cícero dessa forma filtrava as ligações para Picasso.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>A amizade rendeu o empréstimo da Guernica para a 2ª Bienal de São Paulo de São Paulo em 1953.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Sua casa na capital francesa se torna um ponto de encontro dos artistas brasileiros e Cícero tornou-se um canal importante do contato entre a produção de arte brasileira e a elite artística européia. Por este motivo a Casa França-Brasil no Rio de Janeiro foi escolhida como sede para uma de suas mais importantes exposições em 1997.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em 1942 é preso novamente pelos nazistas e enviado para a Alemanha, de lá ele vai para Lisboa onde é premiado pelo salão de Arte Moderna de Lisboa e conhece sua esposa Raymonde.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Sua conversa com o surrealismo é muito diferente de qualquer outro pintor, mas chega a ser chamado de Chagall brasileiro. Ele mesmo não se considerava surrealista, mas destaca a vocação pernambucana "Terra de fantasia na arte popular". Nesta linha imaginativa encontramos um boi no telhado, três cabeças sem corpo, corpos que flutuam, e outras figuras arquetípicas de cunho fantasioso.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>A coleção "Suite Pernambucana" é composta por 25 aquarelas do artista da década de 20. A coleção foi um projeto para a Galeria Bellechasse em Paris no ano de 1983 e levou um ano para ser concluída. Executada também em Paris pelo próprio artista em conjunto com o mais importante litógrafo da época, Pierre Badey, em seu atelier em Montparnasse.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3081,"width":840,"height":556,"sizeSlug":"large","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large is-resized"><a href="https://blombo.com/serie-suite-pernambucana-7319" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/05/cicero_dias_musicistas_blombô-1-1024x679.jpeg" alt="" class="wp-image-3081" style="max-width:840px;"/></a><figcaption>Os musicistas, da série Suite Pernambucana, editada em 1983</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Cícero Dias se destacou tanto no figurativismo quanto na abstração geométrica, estilo que se dedicou nas década de 50, mantendo as mesmas escolhas cromáticas de tons alegres. Depois da década de 60 retorna ao figurativismo trazendo novamente de forma ainda mais madura os temas do mar, dos coqueiros e das cenas e personagens de sua terra natal, sempre impregnados de saudade.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":3076,"sizeSlug":"full","linkDestination":"custom"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://blombo.com/sem-titulo-185-200" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/05/cicero_dias_blombo.jpg" alt="" class="wp-image-3076"/></a><figcaption>Sem título, Gravura </figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em 2002, lançou o livro “Cícero Dias - Uma Vida pela Pintura”, e veio a falecer no ano seguinte em Paris, onde residia.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Seu legado é tão importantes que seu acervo hoje atinje grandes valores de mercado. Para se ter uma parte dessa história trazendo a poesia de Cícero dias para sua coleção, pagando um preço acessível, uma boa opção é adquirir uma de suas gravura na Blombô, <a href="https://blombo.com/artistas/cicero-dias/" data-type="URL" data-id="https://blombo.com/artistas/cicero-dias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clique aqui e confira!</a></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Fontes:</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Cícero Dias ou uma aparição “sur-realista” por excelência. Dra. Angela Grando – UFES</p><p><!-- /wp:paragraph --></p>]]></description>
      <pubDate>Mon, 12 Aug 2024 22:09:02 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Palatnik - pioneiro da Arte Cinética]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/palatnik-pioneiro-da-arte-cinetica.html</link>
      <description><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p><p>Neste mês homenageamos o pioneiro da arte cinética <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Palatnik" data-type="URL" data-id="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Palatnik">Abraham Palatnik </a>(1928-2020). Reconhecido internacionalmente, seu primeiro destaque foi a obra Aparelho Cinecromático, incluída na 1ª Bienal de São Paulo, em 1951. Depois disso teve seus trabalhos expostos em sete edições da Bienal de São Paulo, entre 1951 e 1963, e nas bienais de Veneza (1964) e Córdoba (1966), e em mostras individuais e coletivas na Europa e nos Estados Unidos.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":2732,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/02/aparelho_cinecromatico_abraham_palatnik.png" title=""><img src="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/02/aparelho_cinecromatico_abraham_palatnik-1024x530.png" alt="" class="wp-image-2732"/></a><figcaption>Aparelhos Cinecromáticos, Abraham Palatnik</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Nascido na cidade de Natal, filho de pais judeus, com apenas quatro anos de idade, Abraham Palatnik foi enviado à Palestina, hoje Israel, para realizar seus estudos fundamentais. A seguir, ainda em Tel Aviv, entre 1942 e 1947 fez curso de especialização em motores de explosões – automóveis e tanques –, enquanto, em aulas noturnas, estudava pintura, desenho, história da arte e estética no Instituto Municipal de Arte. Este conjunto de saberes marcou sua trajetória de mais de seis décadas de trabalho, como exímio inventor e artista e teve mais de 100 exposições.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":2731,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/02/abraham_palatnik_objeto_cinetico_1966.png" title=""><img src="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/02/abraham_palatnik_objeto_cinetico_1966.png" alt="" class="wp-image-2731"/></a><figcaption>Objetos Cinéticos, Abraham Palatnik</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em 1964 <a href="https://blombo.com/artistas/abraham-palatnik/" data-type="URL" data-id="https://blombo.com/artistas/abraham-palatnik/">Abraham Palatnik</a> apresentou os Objetos Cinéticos, compostos por hastes ou fios metálicos, com placas de madeira em formas de figuras geométricas que se movimentam, acionados por motores e ou eletroímãs. Palatnik explora possibilidades estéticas dos campos magnéticos, que incluem, em alguns casos, a participação do espectador. Desta forma ele funda a vertente tecnológica da arte brasileira utilizando materiais simples como vidro, barbante, cartão e hastes metálicas, encontrados no comércio popular agregando valor poético à sua arte. Esta série consolida a obra de Palatnik com importância internacional na mesma linha de artistas como <a href="https://istoe.com.br/alexander-calder-e-suas-esculturas-em-movimento/" data-type="URL" data-id="https://istoe.com.br/alexander-calder-e-suas-esculturas-em-movimento/">Calder</a>, <a href="https://www.wikiart.org/pt/laszlo-moholy-nagy" data-type="URL" data-id="https://www.wikiart.org/pt/laszlo-moholy-nagy">Moholy-Nagy</a>, <a href="https://www.ebiografia.com/joan_miro/" data-type="URL" data-id="https://www.ebiografia.com/joan_miro/">Miró </a>e <a href="https://blombo.com/artistas/jesus-rafael-soto" data-type="URL" data-id="https://blombo.com/artistas/jesus-rafael-soto">Soto</a>. Palatnik, não chega a integrar o <a href="https://www.historiadasartes.com/nobrasil/arte-no-seculo-20/abstracionismo/concretismo/" data-type="URL" data-id="https://www.historiadasartes.com/nobrasil/arte-no-seculo-20/abstracionismo/concretismo/">Concretismo</a> (1956) e <a href="https://www.historiadasartes.com/nobrasil/arte-no-seculo-20/abstracionismo/neoconcretismo/" data-type="URL" data-id="https://www.historiadasartes.com/nobrasil/arte-no-seculo-20/abstracionismo/neoconcretismo/">Neoconcretismo</a> (1969), mas antecipa tendências propostas pelos grupos <a href="https://artsandculture.google.com/entity/g11dzdxtmpv?hl=pt" data-type="URL" data-id="https://artsandculture.google.com/entity/g11dzdxtmpv?hl=pt">Ruptura</a> e <a href="https://www.tate.org.uk/art/art-terms/g/grupo-frente" data-type="URL" data-id="https://www.tate.org.uk/art/art-terms/g/grupo-frente">Frente</a>.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":2733,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/02/abraham_palatnik.png" title=""><img src="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2022/02/abraham_palatnik-1024x1022.png" alt="" class="wp-image-2733"/></a><figcaption>Relevos Progressivos, Abraham Palatnik</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Palatnik continuou experimentando uma ampla variedade de mídias. A partir de 1962, ele começou a entalhar em madeira, criando relevos com linhas ondulantes paralelas inspirado em sua crença de que o artista deveria “disciplinar o caos em relação à informação”. Os Relevos Progressivos, tem um sequenciamento dos cortes na superfície do material — cartão, metal ou madeira — com ondas que variam dependendo da profundidade e da localização do corte, constituindo sua própria dinâmica.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Na década de 1970 o artista realiza a série <a href="https://mam.org.br/exposicao/abraham-palatnik/" data-type="URL" data-id="https://mam.org.br/exposicao/abraham-palatnik/">Progressões</a>, “pinturas” formadas por faixas de jacarandá montadas ritmicamente em sequências de lâminas finas cortadas a laser. Nelas Palatnik explora antes de tudo a transparência do material e a cor como forma de ampliar a ideia de espaço. Depois, movimentando as varetas do “quadro fatiado” no sentido vertical, “desenha” a futura obra, construindo um ritmo progressivo da forma, conjugando expansão e dinâmica visual. </p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>O artista passou a maior parte de sua vida profissional trabalhando no Rio de Janeiro e morreu no dia 20 de maio de 2020 deixando um vasto legado que marca a transição da&nbsp; moderna para a contemporânea e suas obras atingem recordes de valor de mercado.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Fontes:&nbsp;</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Google Arts And Culture</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><a href="https://artsandculture.google.com/exhibit/abraham-palatnik-ccbb-rio/BQLiXk2Xd4r6KQ?hl=pt-BR">https://artsandculture.google.com/exhibit/abraham-palatnik-ccbb-rio/BQLiXk2Xd4r6KQ?hl=pt-BR</a></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Nara Roesler</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><a href="https://nararoesler.art/usr/documents/exhibitions/list_of_works_url/28/catalogo_abrahampalatnik_web.pdf">https://nararoesler.art/usr/documents/exhibitions/list_of_works_url/28/catalogo_abrahampalatnik_web.pdf</a></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>CCBB</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><a href="https://ccbb.com.br/wp-content/uploads/2021/06/AbrahamPalatnikAReinvencaodaPintura.pdf">https://ccbb.com.br/wp-content/uploads/2021/06/AbrahamPalatnikAReinvencaodaPintura.pdf</a></p><p><!-- /wp:paragraph --></p>]]></description>
      <pubDate>Mon, 12 Aug 2024 22:08:43 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Biografia de Artista | Adriana Varejão]]></title>
      <link>https://blombo.com/blog/biografia-de-artista-adriana-varejao.html</link>
      <description><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p><p>Nascida no Rio de Janeiro em 1964, a artista visual produz pinturas e instalações que questionam a realidade social brasileira, instaurada sobre as heranças coloniais.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Faz-se importante destacar que, em seus trabalhos, seus materiais são simbólicos e ligados à cultura brasileira.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Ingressou na faculdade de engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1981, mas logo saiu e passou a realizar alguns cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Por volta de 1986, a artista conheceu a cidade de Ouro Preto e se encantou com o estilo barroco que se tornou referência em suas produções.<br>A experiência estética totalizante, o excesso de informações visuais e a mescla entre figuras bidimensionais e tridimensionais passaram a marcar suas criações.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>A intensidade barroca expressa-se, em suas obras, pela lógica compositiva de preenchimento das telas.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":2609,"width":396,"height":471,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/adri1.jpg" title=""><img src="https://blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/adri1.jpg" alt="" class="wp-image-2609" style="max-width:396px;"/></a><figcaption><a href="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras" data-type="URL" data-id="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras">Altar Amarelo, 1987. </a>Imagem: Adriana Varejão</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Na década de 1990, o desenho toma mais destaque e temas como a iconografia colonial, antropofagia e azulejaria portuguesa passam a ser discutidos.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":2610,"width":549,"height":465,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/adri2.jpg" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/adri2.jpg" alt="" class="wp-image-2610" style="max-width:549px;"/></a><figcaption><a href="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras" data-type="URL" data-id="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras">Varal, 1993.</a>  Imagem: Adriana Varejão</figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>As cenas da colonização são invertidas. No lugar da representação clássica de cenas cristãs e de catequese, desta vez os índios ensinam a antropofagia. Pedaços das imagens são extraídos criando fissuras; pequenas incisões remetem à carne e ao interior dos corpos. A carne, para além da referência às práticas antropofágicas, diz também sobre os estigmas católicos, como as chagas dos mártires.</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"align":"center","id":2611,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="aligncenter size-large"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/varejao3.jpg" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/varejao3.jpg" alt="" class="wp-image-2611"/></a><figcaption><a href="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras" data-type="URL" data-id="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras">Proposta para uma Catequese - Parte I Díptico: Morte e Esquartejamento, 1993</a></figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Em sua série Polvo (2013-2014), Varejão produziu uma caixa de tubos de tintas acrílicas com as 33 cores retratados como tons de pele nas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em uma analogia acerca da mestiçagem, a artista retorna mais uma vez às discussões coloniais. Quem é o povo brasileiro hoje? Como foi formado? Como a mestiçagem é lida? Qual será nossa identidade? A antropofagia modernista ainda se faz necessária? Ou essa antropofagia deve ser ressignificada?</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Ficou curioso? Essa obra está disponível no <a href="https://blombo.com/tintas-polvo" data-type="URL" data-id="https://blombo.com/tintas-polvo">catálogo da Blombô</a>. </p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:image {"id":2613,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} --></p><p><figure class="wp-block-image size-large"><a href="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/varjao4-1.jpg" title=""><img src="//i0.wp.com/blog.blombo.com/wp-content/uploads/2021/03/varjao4-1.jpg" alt="" class="wp-image-2613"/></a><figcaption><a href="https://blombo.com/tintas-polvo" data-type="URL" data-id="https://blombo.com/tintas-polvo">Tintas Polvo, 2013</a></figcaption></figure></p><p><!-- /wp:image --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p>Fontes:</p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa17507/adriana-varejao">Itaú Cultural</a></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><a href="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras" data-type="URL" data-id="http://www.adrianavarejao.net/br/imagens/categoria/10/obras">Adriana Varejão</a></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><a href="https://www.arrematearte.com.br/artistas/adriana-varejao-1964" data-type="URL" data-id="https://www.arrematearte.com.br/artistas/adriana-varejao-1964">Arremate Arte</a></p><p><!-- /wp:paragraph --></p><p><!-- wp:paragraph --></p><p><!-- /wp:paragraph --></p>]]></description>
      <pubDate>Mon, 12 Aug 2024 23:54:23 +0000</pubDate>
    </item>
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